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Olegário Dias Maciel

Olegário Dias Maciel
Mandato de: 
04/08/1924 até 21/12/1924
07/09/1930 até 05/09/1933

Olegário Dias Maciel (1º mandato: 04/08/1924 a 21/12/1924 e 2º mandato: 07/09/1930 a 05/09/1933)
Natural de Bom Despacho (MG), nasceu em 8 de outubro de 1855 e faleceu em 5 de setembro de 1933
Filho de Antônio Dias Maciel e Flaviana Rosa da Silva Maciel
Formação: Estudos Secundários no Colégio do Caraça e Engenharia Civil/Escola Politécnica Engenharia

Atividades:

  • Juiz de Paz de Santo Antônio de Patos
  • Consultor técnico do Ministério de Viação e inspetor dos Serviços de Vias Férreas
  • Engenheiro superintendente da Cia. Belga da Estrada de Ferro Pitangui ¿ Patos
  • Deputado provincial - 1880 a 1881
  • Deputado provincial - 1882 a 1883
  • Deputado estadual - 1891 a 1893
  • Constituinte - 1891 a 1893
  • Deputado federal - 1894 a 1896
  • Deputado federal - 1897 a 1899
  • Deputado federal - 1900 a 1902
  • Deputado federal - 1903 a 1905
  • Deputado federal - 1906 a 1908
  • Deputado federal - 1909 a 1911
  • Vice-presidente de Província - 1922 a 1926
  • Senador estadual - 1923 a 1926
  • Senador estadual - 1927 a 1930
  • Senador - 1930 a 1930
  • Governador do Estado - 1930 a 1933

Trajetória

Iniciou sua carreira política como deputado provincial, pelo Partido Liberal, aos 25 anos; ele nunca se casou. Foi engenheiro superintendente da Companhia Belga de Estrada de Ferro de Pitangui a Patos, colaborando para a construção das ferrovias Bambuí / Patos e a estrada de ferro Paraopeba. Em 7 de setembro de 1930, aos 75 anos, Olegário Dias Maciel tomou posse do Governo de Minas. De imediato, procurou manter no governo acentuado equilíbrio financeiro. Buscou favorecer condições estimuladoras da iniciativa privada, principalmente, no que se refere ao setor cafeeiro, ao transferir a direção do Instituto Mineiro do Café para os próprios produtores. Construiu uma usina produtora de álcool combustível para veículos em Divinópolis, subordinada à Secretaria da Agricultura, Viação e Obras Públicas, e cuidou da reorganização do ensino público, segundo a reforma Francisco Campos. Criou e instalou Escolas Normais e procurou assegurar condições de treinamento para professores que deveriam implantar a reforma.

O governo de Olegário Maciel foi muito perturbado e difícil, a ponto de os secretários Cristiano Machado (Interior e Justiça), Alaor Prata (Agricultura) e José Carneiro de Resende (Finanças) tentarem convencê-lo a renunciar ao cargo. Chegou a ser intimado pelo coronel Júlio Pacheco de Assis a renunciá-lo, sob a alegação de que Olegário havia recebido ordens do Rio de Janeiro para assumir o governo do Estado. Foi assim, com muita turbulência, os últimos anos de Olegário Maciel. Em 5 de setembro de 1933, o então governador do Estado faleceu repentinamente, durante o banho, pela manhã, no Palácio da Liberdade.