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Milton Soares Campos

Milton Soares Campos
Mandato de: 
19/03/1947 até 31/01/1951

Milton Soares Campos (19/03/1947 a 31/01/1951)

Natural de Ponte Nova (MG), nasceu em 16 de agosto de 1900 e faleceu em janeiro de 1972. É filho de Francisco de Castro Rodrigues Campos e Regina Soares Campos.
Formação: Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte

Atividades

  • Advogado
  • Jornalista
  • Professor
  • Deputado estadual - 1935 a 1937
  • Deputado federal - 1946 a 1947, 1955 a 1959
  • Governador - 1947 a 1951
  • Senador - 1959 a 1964, 1965 a 1967, 1967 a 1972
  • Ministro da Justiça - 1964 a 1965 

Trajetória

Após cursar a Faculdade de Direito, sua primeira missão foi como jornalista: Milton Campos assume a direção da sucursal dos "Diários Associados" em Minas, sendo colaborador também dos jornais "Estado de Minas" e "Diário de Minas". Em 1932, é nomeado advogado-geral do Estado e, em 1933, integra o Conselho Consultivo do Estado. Já em 1935, assume o mandato de deputado estadual e é relator do anteprojeto da Constituição Mineira. Dois anos mais tarde, com o golpe que instituiu o Estado Novo, a Assembléia é dissolvida, e ele passa a exercer o cargo de advogado da Caixa Econômica Federal até 1944, quando foi exonerado por haver assinado o 'Manifesto dos Mineiros', em cuja redação colaborou.

Fundou a seção de Minas Gerais da Ordem dos Advogados do Brasil, para a qual foi eleito secretário e logo depois presidente. Ocupou por dois anos a Presidência do Instituto de Advogados de Minas Gerais; fundou o departamento de Política da Universidade de Minas Gerais, no qual também foi professor catedrático, e lecionou na Faculdade Mineira de Direito. Em 1945, eleito deputado federal, foi sub-relator da Comissão de Poder Judiciário na Comissão Constitucional. Em 1947, assume o governo de Minas, antecedendo Juscelino Kubitschek e, em 1954, volta ao Rio de Janeiro para exercer seu mandato como deputado federal.

Participou ativamente da articulação do golpe militar em 31 de março de 1964. Foi nomeado ministro da Justiça pelo presidente Castelo Branco. Deixou o cargo em 1965, quando retorna ao Senado Federal. Em 1967, assume seu último mandato como senador, tendo sido eleito pela Arena.