Você está aqui:

José de Magalhães Pinto

José de Magalhães Pinto
Mandato de: 
31/01/1961 até 31/01/1966

José de Magalhães Pinto (31/01/1961 a 31/01/1966)

Natural de Santo Antônio do Monte (MG), nasceu em 28 de junho de 1909 e faleceu em 3 de março de 1996. Filho de José Caetano de Magalhães Pinto e Maria de Magalhães Pinto.
Cronologia
Formação: Ciências Econômicas e Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Minas Gerais

Atividades

  • Professor
  • Advogado
  • Banqueiro
  • Secretário de Finanças do Governo de Minas Gerais - 1947 a 1950
  • Ministro das Relações Exteriores - 1967 a 1968
  • Deputado federal - 1946 a 1947, 1950 a 1955, 1955 a 1959, 1959 a 1961, 1966 a 1967, 1967 a 1971
  • Governador do Estado de Minas Gerais - 1961 a 1966
  • Senador - 1971 a 1978

Trajetória

Começou no trabalho como escriturário no Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais aos 17 anos. Três anos mais tarde, chegaria à direção deste mesmo banco, instituição que só deixaria em 1943 por pressão do Estado Novo de Getúlio Vargas. Foi presidente da Associação Comercial de Minas, no biênio 1938-1939, e criou a Federação do Comércio do Estado. Em 1944, funda o Banco Nacional.
Em 1945, elege-se para seu primeiro mandato pela União Democrática Nacional (UDN), reelegendo-se, consecutivamente, até 1963. Integrou a Secretaria de Finanças durante o governo Milton Campos (1947 a 1951). Nesse cargo, instituiu uma revisão do sistema tributário mineiro, aumentando, de maneira significativa, a arrecadação.

Grande estrategista político, Magalhães Pinto foi o autor da trama que levou a UDN à vitória nas eleições de 1960 para o governo do Estado e para a Presidência da República, com Jânio Quadros. Assim que tomou posse como governador, criou o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e consolidou o Conselho de Desenvolvimento do Estado, que fez multiplicar as obras públicas. Após a renúncia de Jânio, o governador mineiro sentiu a desestabilização e chegou a romper com o governo federal na posse de João Goulart. Arquitetou com Castelo Branco a tomada do poder pelos militares e ficou encarregado até de iniciar o levante. No dia 31 de março, as tropas de Minas marchavam rumo ao Rio de Janeiro.

Com o fim dos partidos, em 1967, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena) e elegeu-se para mais um mandato no Congresso Nacional, cargo que ocuparia até 1979. Apenas interrompeu sua legislatura para ser ministro das Relações Exteriores. Nesse cargo, foi um dos que assinaram o Ato Institucional nº 5, o mais repressivo de toda a ditadura militar. Em 1987, retira-se da vida pública.