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João Pinheiro da Silva

Mandato de: 
07/09/1906 até 25/10/1908

João Pinheiro da Silva (07/09/1906 a 25/10/1908)
Natural do Serro, nasceu em 16 de dezembro de 1860 e faleceu em 25 de outubro de 1908.
Filho de Giuseppe Pignataro e Carolina Augusta de Morais.
Formação: ex-seminarista de Mariana e bacharel em Direito pela Escola do Largo de São Francisco (SP)

Atividades:

  • Zelador e preparador do laboratório de Física e Química da Escola Normal de São Paulo
  • Professor de Física e Química
  • Advogado - Ouro Preto
  • Secretário de governo e primeiro vice-presidente do Estado de Minas Gerais - 1889
  • Presidente interino do Estado de Minas Gerais - 1890
  • Presidente efetivado - 1890
  • Deputado federal  - 1890
  • Industrial
  • Professor de Direito da Escola Livre de Direito de Minas Gerais,Ouro Preto/MG
  • Vereador e presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Caeté - 1899
  • Senador - 1905
  • Presidente do Estado de Minas Gerais - 1906

Trajetória

Filho de um imigrante italiano e de uma caetanense, João Pinheiro teve de contar com a ajuda do irmão padre, do tio Luís Antônio Pinto e da Sociedade Beneficente Mineira da Academia de São Paulo para poder estudar e se formar em Direito. Após obter o título de Bacharel de Direito, estabeleceu-se em Ouro Preto, em 1888. Nesse mesmo ano, João Pinheiro participou da organização do Partido Republicano de Ouro Preto. Em janeiro do ano seguinte, para melhor divulgar as idéias republicanas, organizou com Antônio Olinto dos Santos o jornal "O Movimento".

João Pinheiro pertencia ao grupo dos chamados "históricos", ou seja, aqueles que militaram pela causa republicana durante o Império. Foi escolhido para secretário e primeiro vice- presidente de Estado, já que o Governo Provisório nomeou o "adesista" Cesário Alvim para o cargo de presidente de Estado.

Cesário Alvim deixou o cargo três meses depois para assumir como ministro do Interior. Em fevereiro de 1890, João Pinheiro assumiu o cargo de presidente do Estado, mas em agosto pediu demissão, por não concordar com a nomeação de Benjamim Constant sem a sua consulta. Nos meses que esteve na Presidência do Estado, preocupou-se em desenvolver a agricultura e a mineração. No princípio desse mesmo ano, casou-se com Helena de Barros, sua ex-aluna na Escola Normal e filha de um rico proprietário de terras no interior paulista. Apesar das divergências, João Pinheiro participou da elaboração da nova Constituição e, no fim do seu mandato como deputado federal em 1893, retirou-se da vida pública. Sua vida passou a ser dedicada à criação e à administração de uma indústria de cerâmica de louças finas, porcelanas e material sanitário em Caeté. Retornou também as suas atividades acadêmicas como professor de Direito na Faculdade Livre de Direito em Ouro Preto.

O retorno à vida política aconteceu em 1899, quando foi eleito vereador em Caeté e assumiu a Presidência da Câmara Municipal, cargo que na época correspondia ao de prefeito municipal. Em fevereiro de 1905, após indicação da comissão executiva do Partido Republicano Mineiro, João Pinheiro foi eleito senador da República. Um mês antes, havia lançado o Manifesto ao Eleitorado Mineiro, no qual expôs suas idéias políticas, decorreu sobre a economia brasileira e fez uma análise dos primeiros quinze anos do regime republicano.

Ocupou o cargo de senador por pouco tempo, em 7 de set...