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Hélio de Carvalho Garcia

Hélio de Carvalho Garcia
Mandato de: 
14/08/1984 até 15/03/1987
15/03/1991 até 01/01/1995

Hélio de Carvalho Garcia (1º mandato: 14/08/1984 a 15/03/1987 e 2º mandato: 15/03/1991 a 01/01/1995)

Natural de Santo Antônio do Amparo (MG), nasceu em 16 de março de 1931. Filho de Júlio Garcia e Carmelita Carvalho Garcia
Formação: Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais

Atividades

  • Advogado - 1958
  • Deputado Estadual - 1963
  • Deputado Federal - 1971
  • Presidente da Caixa Econômica de Minas Gerais - 1975
  • Vice-governador - 1983 a 1984
  • Governador - 1984 a 1985 e 1991 a 1994
  • Prefeito de Belo Horizonte - 1983 a 1984

Trajetória

O jovem garoto de poucas palavras e de pensamentos complexos formou-se em Direito em 1957 e se viu à frente da política logo cedo. Com 32 anos, elegeu-se deputado estadual. Era conhecido por pensar demais e não saber expressar-se muito bem. Antes de tomar qualquer decisão, Garcia mergulhava-se em seus pensamentos e analisava tudo a sua volta. Quando a decisão estava tomada, ele comunicava aos seus correligionários e cabia a eles a interpretação de suas idéias.

Sua carreira política foi interrompida três vezes, em todas as ocasiões, ele abandonou a vida pública para recolher-se na sua fazenda "Santa Clara", em Santo Antônio do Amparo. A primeira vez que esse fato ocorreu foi após ter concluído seu mandato como deputado federal, em 1971. Garcia passou quatro anos enclausurado em seu recinto natural, até que em 1975 voltou e presidiu a Caixa Econômica de Minas Gerais. Em 1982, elegeu-se vice-governador, chapa de Tancredo Neves. No ano seguinte, Tancredo nomeou Garcia para acumular o cargo de vice-governador e de prefeito de Belo Horizonte. Deixou o governo em 1988 para descansar novamente em seu "refúgio espiritual" de 2 mil hectares, onde passou os últimos dois anos desfrutando os encantos de sua fazenda "Santa Clara".

O fazendeiro voltou para a política em 1990 e ganhou o Governo de Minas. Ao final do mandato, voltou novamente para sua fazenda, onde ficou mais quatro anos em silêncio. Em 1998, decidiu tentar uma vaga ao Senado, mas desistiu no início da campanha ao perceber que estava sendo traído por antigos aliados. Retornou à fazenda e abandonou o cenário político.

A partir de 2004, Garcia começou a apresentar problemas de saúde, como má circulação que ocasionava dores nas pernas e dificuldades de locomoção, inflamação dos pulmões e lapsos de consciência. Esses e outros problemas se agravaram nos últimos anos. Atualmente o ex-governador apresenta dificuldades em reconhecer pessoas próximas e raramente deixa sua fazenda em Santo Antônio do Amparo.