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Antônio Aureliano Chaves de Mendonça

Mandato de: 
15/03/1975 até 05/07/1978

Antônio Aureliano Chaves de Mendonça (15/03/1975 a 05/07/1978)

Natural de Três Pontas (MG), nasceu em 13 de janeiro de 1929 e faleceu em 30 de abril de 2003. Filho de José Vieira de Mendonça e Luzia Chaves de Mendonça.
Formação: Graduação em Engenharia Mecânica e Elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá.

Atividades

  • Engenheiro
  • Deputado estadual - 1961 a 1962, 1963 a 1967
  • Diretor da Eletrobrás - 1962 a 1963
  • Deputado federal - 1967 a 1971, 1971 a 1975
  • Secretário de Estado - 1963 a 1967
  • Governador - 1975 a 1978
  • Vice-presidente da República - 1979 a 1985
  • Ministro das Minas e Energia - 1985 a 1988

Trajetória

A primeira eleição que disputou foi em 1958, pela UDN. Em 1966, foi eleito deputado federal pela Arena, partido de sustentação do regime militar. Dois anos depois, votou contra o pedido de autorização feito pelo governo militar para processar o deputado Márcio Moreira Alves, que havia criticado o governo federal em um discurso no Congresso. O episódio foi o estopim para a edição do AI-5.
Na época em que presidiu a Comissão de Minas e Energia da Câmara, conheceu o então presidente da Petrobras, general Ernesto Geisel, de quem se tornou amigo. Quando assumiu a Presidência, em 1974, Geisel indicou seu nome para o governo de Minas Gerais e, com seu apoio, Aureliano foi indicado para vice-presidente do general Figueiredo na sucessão presidencial.

Já vice-presidente da República, Aureliano filiou-se ao PDS após o fim do bipartidarismo, em 1979. Em 1981, o presidente Figueiredo sofreu um infarto, o que levou Aureliano a assumir a Presidência por 49 dias. Durante a movimentação da sucessão presidencial, participou da criação da Frente Liberal, grupo que reunia políticos do PDS contrários à indicação de Paulo Maluf à sucessão de Figueiredo, que viria a se transformar no PFL.

A Frente Liberal uniu-se ao PMDB e formou a Aliança Democrática, que lançou o nome do governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, para a Presidência da República, indicando José Sarney como vice. Com a morte de Tancredo e a posse de Sarney, Aureliano Chaves ocupou o cargo de ministro das Minas e Energia. Em 1989, com a volta das eleições diretas, lançou-se candidato à Presidência pelo PFL. Abandonado pelo partido, que aderiu a Fernando Collor, teve 0,9% dos votos, ficando em nono lugar. Durante o governo Itamar, empenhou-se na defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobras como sua executora exclusiva. Em artigo publicado em 1993, afirmou que o monopólio ainda era fundamental à consolidação do desenvolvimento nacional.