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Turismo

Parque Estadual do Itacolomi

Foto: Evandro Rodney/IEF

O Parque Estadual do Itacolomi, localizado nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região sudeste de Minas Gerais a 100 quilômetros da Capital, foi criado em 14 de junho de 1967.

O Parque possui uma área de 7.543 hectares de matas onde predominam as quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos. Nas partes mais elevadas, aparecem os Campos de Altitude com afloramentos rochosos, onde se destacam as gramíneas e canelas de emas. Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce.

A palavra Itacolomi vem da língua tupi e significa "pedra menina". Os índios consideravam o pico como o "filhote" da montanha, que seria a "pedra mãe". O Pico do Itacolomi, com 1.772 metros de altitude, era ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real que o chamavam de "Farol dos Bandeirantes". Pela região do Parque e por Ouro Preto passaram várias expedições em busca do ouro das Gerais. No final do século 18, na busca por riquezas, o bandeirante paulista, Antônio Dias, utilizou o Pico do Itacolomi como ponto de referência para que outras expedições chegassem ao local com facilidade. Este patrimônio natural se mantém preservado até hoje, dando ao visitante uma visão real da paisagem contemplada pelos antigos viajantes destes caminhos.

A antiga sede da Fazenda São José do Manso, construída entre 1706 e 1708, foi tombada pelo IEPHA, sendo um exemplar da arquitetura colonial deixada pelos bandeirantes em Minas. Considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas, é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais. Hoje restaurada, foi transformada em Centro de Visitantes do Parque.

A Fazenda do Manso foi um importante pólo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento da produção colhida nas lavouras da fazenda. A Capela de São José possui mostra uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas de Ouro Preto que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção. Também merecem destaque a Fazenda do Cibrão, as ruínas da Casa de Pedra e a Chácara dos Cintra, com suas ruínas e um grande portal em pedra sabão.

Diversas espécies de animais raros e ameaçados de extinção podem ser encontradas na unidade de conservação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. O Parque é muito procurado para a prática de observação de pássaros. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores.

O Parque possui uma completa infra-estrutura para atender visitantes e pesquisadores contando com Centro de Visitantes, biblioteca, alojamentos para pesquisadores e funcionários.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Parque Estadual do Rio Doce

O Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção sudoeste do Estado, a 248 km de Belo Horizonte, na região do Vale do Aço, inserido nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo.

As primeiras iniciativas no sentido de preservar o Parque surgiram no início da década de trinta, por parte do arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, conhecido como "bispo das matas virgens". A criação do Parque, em 1944, foi um avanço e uma amostra do pioneirismo mineiro na conservação do seu patrimônio natural. Além de refúgio para a riquíssima biodiversidade, tornou-se referência nacional no desenvolvimento de pesquisas.

A unidade de conservação abriga a maior floresta tropical de Minas. Em seus 36.970 hectares são encontradas árvores centenárias, madeiras nobres de grande porte e um enorme número de animais nativos, compondo um cenário indescritível.

Com um notável sistema lacustre composto por quarenta lagoas naturais, dentre as quais se destaca a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 km² e profundidade de até 32,5 metros, o Parque proporciona um espetáculo de rara beleza. As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que são um importante instrumento para estudos e pesquisas da fauna aquática nativa, com espécies tais como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra, tucunaré, dentre outras.

No Rio Doce é possível encontrar espécies da avifauna como o beija-flor besourinho, chauá, jacu-açu, saíra, anumará e outros. Animais conhecidos da fauna brasileira também são freqüentes no Parque. A capivara, anta, macacos-prego, sauá, paca e cotia, bem como espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.

O Parque possui um grande potencial para o ecoturismo. Dentre as atividades de lazer oferecidas, as preferidas são os banhos, os passeios de barco e as caminhadas pelas trilhas no meio da Mata Atlântica. Programações especiais incluem observação astronômica, oficinas de educação ambiental, exposições e palestras.

O Parque oferece uma completa infra-estrutura para atendimento a turista e pesquisadores dispondo de portaria, estacionamento, área de camping, vestiários, restaurante, anfiteatro, biblioteca especializada, videoteca, Centro de Visitantes, Centro de Pesquisas, Viveiro, posto de Polícia de Meio Ambiente.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Parque Estadual do Rio Preto

Foto: Evandro Rodney/IEF

O Parque Estadual do Rio Preto está localizado no município de São Gonçalo do Rio Preto, a 56 km de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Faz parte da Estrada Real que constitui o maior patrimônio histórico, cultural e natural de Minas formada pelos antigos eixos da colonização, o Caminho Velho e o Caminho Novo. A Estrada Real, construída ao longo do caminho onde o ouro e os diamantes eram explorados, tinha como objetivo escoar a produção até Paraty, de maneira que esta pudesse ser embarcada para Portugal.

A história da unidade de conservação está ligada às lendas e mitos dessa antiga área de mineração. Na área, segundo relatos, se escondiam escravos fugidos que conheciam bem as matas e rochas por haverem trabalhado na construção da Estrada Real. Muitos conseguiram escapar das perseguições dos capitães-do-mato e se juntar a quilombos no norte de Minas.

A unidade de conservação reúne as terras das antigas fazendas Boleiras, Alecrim e Curral. Nessas fazendas eram exploradas atividades de pecuária de corte e extração de sempre-vivas, garimpo e coleta de frutos silvestres.

Em 1991 o Rio Preto foi declarado Rio de Preservação Permanente e em 1994 foi criado oficialmente o Parque Estadual do Rio Preto com o objetivo de proteger sua nascente.

O Parque Estadual do Rio Preto está inserido no complexo da Serra do Espinhaço. Possui um relevo acidentado repleto de rochas de quartzo que formam belíssimos painéis.

Com uma área total de 10.755 hectares, a unidade de conservação abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca a do Rio Preto, um dos mais importantes afluentes do rio Araçuaí, por sua vez afluente do rio Jequitinhonha. Os recursos hídricos privilegiados favorecem a formação de cachoeiras, piscinas naturais, corredeiras, sumidouros, cânions e praias fluviais com areias brancas.

Entre os inúmeros atrativos turísticos, destacam-se as cachoeiras do Crioulo e da Sempre Viva, as pinturas rupestres e os mirantes naturais que permitem aos visitantes observar toda a área da Unidade e do entorno.

A cobertura vegetal do Parque é composta, na maior parte, por Cerrado e Campos de Altitude. São inúmeras as espécies vegetais existentes na área, com destaque para o monjolo, pau pereira, candeia, sucupira, pau d´óleo, peroba, ipê, araticum, carvalho e várias espécies de sempre-vivas.

A fauna é igualmente rica, com a presença de diversas espécies ameaçadas de extinção como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, o tatu canastra, a jaguatirica e alguns primatas. Também podem ser observadas diversas espécies de aves, como o pavão-do-mato, o papagaio-do-peito-roxo e a araponga.

O Parque possui uma das mais completas infra-estruturas em unidades de conservação de Minas Gerais que inclui portaria, estacionamento e restaurante. O Centro de Visitantes possui um auditório para 70 pessoas, duas salas de reunião para 30 pessoas cada e uma sala para exposições.

Doze alojamentos podem abrigar até 49 pessoas e a área de camping comporta até 15 barracas e possui ainda quiosques, churrasqueiras, lavatório de pratos e roupas, vestiários e fonte de água potável.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

 

Parque Estadual Serra do Brigadeiro

Foto: Evandro Rodney/IEF

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro está localizado na região da Zona da Mata, ocupando o extremo norte da Serra da Mantiqueira, em uma área que se estende entre os vales do Carangola, Glória e Rio Doce. A cerca de 290 km de Belo Horizonte, sua posição geográfica é bastante favorável, pois localiza-se próximo à estados que fazem divisa com Minas Gerais.

A unidade de conservação tem 14.984 hectares compostos por matas, montanhas, vales, chapadas, encostas e inúmeras nascentes que contribuem de maneira significativa para a formação de duas importantes bacias hidrográficas do Estado: a do rio Doce e a do Paraíba do Sul.

Os desníveis naturais de relevo são o cenário ideal para a prática de esportes de aventura, fazendo dessa região um importante destino turístico em Minas Gerais.

O Parque preserva o bioma Mata Atlântica, extremamente importante e ameaçado de extinção. A vegetação dessas áreas florestais está representada por um diversificado extrato de árvores que alcançam de 15 a 40 metros de altura. Há ainda abundância de pequenas árvores e arbustos. Em todos os ecossistemas do Parque ocorre endemismo de fauna e flora, sendo algumas espécies em extinção e outras ainda não catalogadas pelos cientistas.

O Parque abriga vários Picos: o do Soares (1.985 metros de altitude), o Campestre (1.908 m), o do Grama (1.899 m) e o do Boné (1.870 m). Os Campos de Altitude ocorrem nestas porções mais elevadas do Parque, onde a temperatura local e a neblina que cobre os picos durante quase todo o ano criam condições para a formação de um ecossistema rico em orquídeas, samambaias, liquens, bromélias, variedades de gramíneas, arbustos e cactos, criando uma das mais belas paisagens do Parque.

Considerado um paraíso botânico, o Parque constitui um ecossistema rico em espécies vegetais como bromélia, peroba, ipê, orquídea, cajarana, jequitibá, óleo-vermelho e palmito doce.

Na fauna diversificada do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, destacam-se a suçuarana ou puma, a jaguatirica, a caititu, o veado mateiro, o cachorro-do-mato, o tamanduá-de-colete, o caxinguelê, a preguiça-de-três-dedos, o macaco-prego, o sagui-da-serra. Nas matas do Parque foram localizados dois grupos independentes de mono-carvoeiro, também conhecido como muriqui, maior primata das Américas, ameaçado de extinção.

A unidade de conservação também é refúgio de outras espécies ameaçadas de extinção, como o sauá, a onça-pintada e o sapo-boi. Diversas espécies de aves também podem ser observadas, como o pavó, o papagaio-do-peito-roxo, o gavião-pomba, o tucano-do-peito-amarelo, o trinca-ferro e a araponga.

O Parque possui uma boa infra-estrutura voltada para pesquisa e para o visitante. O Centro de Visitantes possui uma sala para exposição, biblioteca e auditório. Além disso, há o Posto da Polícia Ambiental, alojamento para pesquisadores e as residências dos funcionários.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Parque Municipal

Parque Municipal
Foto: Alexandre C. Mota


Primeira área de lazer de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi inaugurado em 1897. Inspirado nos parques ingleses, possui mais de 50 espécies de árvores e 400 de flora da Mata Atlântica, lago com pedalinhos e um centro de educação ambiental. A reserva é voltada para o passeio, lazer e prática de esportes. Os jardins são interligados por pontes e pistas demarcadas. Na área do parque, estão localizados o orquidário da cidade, o teatro Francisco Nunes e o Palácio das Artes, principal centro de apresentações artísticas e culturais de Belo Horizonte.

Entre as atrações do parque, destacam-se ainda o lago dos Barcos (antigo lago das Garças), com pedalinhos, o lago do Quiosque, o Coreto e a ponte dos Amores. Há ainda os bustos de Anita Garibaldi, companheira do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, da homenagem à Mãe Mineira e de quatro figuras associadas à fundação da cidade, Aarão Reis, Afonso Pena, Augusto de Lima e Bias Fortes. Uma pista de cooper, um parque de diversões e o Mercado das Flores complementam atrativos do local.

O parque nasceu no mesmo ano em que Belo Horizonte se tornava capital de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto. A reserva foi construída na Chácara do Sapo, onde residia o engenheiro Aarão Reis, responsável pelo projeto urbano da capital mineira. A área prevista no plano inicial era de 550 mil metros quadrados - hoje, sua área é de 180 mil metros quadrados. O projeto é do arquiteto-paisagista francês Paul Villon, responsável também pelos jardins da praça da Liberdade. Villon se inspirou no chamado paisagismo romântico, de influência inglesa, que adota a harmonia do projeto arquitetônico com a natureza do local. O que estava em voga na época eram os jardins de inspiração francesa, com predomínio das formas geométricas nos desenhos.

Para criar a flora do Parque Municipal, Villon usou da criatividade. O paisagista francês teve a idéia de aproveitar muitas árvores de grande porte existentes nos quintais das casas do antigo arraial. Um dado curioso de sua história aconteceu em 1924, quando o então governador Olegário Maciel se mudou para uma casa no parque. Antes vice, ele assumira o Estado após a morte de Raul Soares. Maciel se recusou a ficar no Palácio da Liberdade.

Nos seus primeiros anos, o parque era freqüentado pela alta sociedade belo-horizontina. Era comum ver senhores de bengala, luvas, cartolas e casacas inglesas, bem como senhoras elegantes, com os seus chapéus, suas saias compridas e volumosas, circulando pelos jardins e alamedas. O parque seria igualmente um lugar apreciado, na década de 1920, pelo grupo modernista mineiro, formado, entre outros, pelos poetas Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura e o futuro memorialista Pedro Nava. Por fim, já na década de 40, foi no parque que o pintor Alberto da Veiga Guignard formou importantes nomes das artes plásticas de Minas Gerais, com as suas aulas ao ar livre.

Em 1992, o parque passou pela maior reforma de sua história, por iniciativa da prefeitura e da Companhia Vale do Rio Doce. Para orientar o trabalho, foi feita a classificação da fauna e flora da reserva. O estudo revelou que o parque era refúgio para 47 espécies de aves, como bem-te-vi, gavião, sabiá, trinca-ferro e pardal.

A reforma possibilitou ampliar a área verde, com o plantio de 40 mil metros quadrados de grama, 700 espécies da Mata Atlântica e 200 mil mudas de plantas ornamentais. O projeto da reforma possibilitou que os jardins históricos e as áreas próximas ao coreto e ao lago voltassem à concepção paisagística original. O nome atual do parque homenageia o empresário Américo Renné Giannetti, ex-prefeito prefeito de Belo Horizonte, entre 1951 e 1954.

Fontes: Parque Municipal - Crônica de um Século (Companhia Vale do Rio Doce, 1992) e Belotur

Parque Municipal

 

Parque Municipal

Foto: Alexandre C. Mota

Primeira área de lazer de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi inaugurado em 1897. Inspirado nos parques ingleses, possui mais de 50 espécies de árvores e 400 de flora da Mata Atlântica, lago com pedalinhos e um centro de educação ambiental. A reserva é voltada para o passeio, lazer e prática de esportes. Os jardins são interligados por pontes e pistas demarcadas. Na área do parque, estão localizados o orquidário da cidade, o teatro Francisco Nunes e o Palácio das Artes, principal centro de apresentações artísticas e culturais de Belo Horizonte.

Entre as atrações do parque, destacam-se ainda o lago dos Barcos (antigo lago das Garças), com pedalinhos, o lago do Quiosque, o Coreto e a ponte dos Amores. Há ainda os bustos de Anita Garibaldi, companheira do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, da homenagem à Mãe Mineira e de quatro figuras associadas à fundação da cidade, Aarão Reis, Afonso Pena, Augusto de Lima e Bias Fortes. Uma pista de cooper, um parque de diversões e o Mercado das Flores complementam atrativos do local.

O parque nasceu no mesmo ano em que Belo Horizonte se tornava capital de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto. A reserva foi construída na Chácara do Sapo, onde residia o engenheiro Aarão Reis, responsável pelo projeto urbano da capital mineira. A área prevista no plano inicial era de 550 mil metros quadrados - hoje, sua área é de 180 mil metros quadrados. O projeto é do arquiteto-paisagista francês Paul Villon, responsável também pelos jardins da praça da Liberdade. Villon se inspirou no chamado paisagismo romântico, de influência inglesa, que adota a harmonia do projeto arquitetônico com a natureza do local. O que estava em voga na época eram os jardins de inspiração francesa, com predomínio das formas geométricas nos desenhos.

Para criar a flora do Parque Municipal, Villon usou da criatividade. O paisagista francês teve a idéia de aproveitar muitas árvores de grande porte existentes nos quintais das casas do antigo arraial. Um dado curioso de sua história aconteceu em 1924, quando o então governador Olegário Maciel se mudou para uma casa no parque. Antes vice, ele assumira o Estado após a morte de Raul Soares. Maciel se recusou a ficar no Palácio da Liberdade.

Nos seus primeiros anos, o parque era freqüentado pela alta sociedade belo-horizontina. Era comum ver senhores de bengala, luvas, cartolas e casacas inglesas, bem como senhoras elegantes, com os seus chapéus, suas saias compridas e volumosas, circulando pelos jardins e alamedas. O parque seria igualmente um lugar apreciado, na década de 1920, pelo grupo modernista mineiro, formado, entre outros, pelos poetas Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura e o futuro memorialista Pedro Nava. Por fim, já na década de 40, foi no parque que o pintor Alberto da Veiga Guignard formou importantes nomes das artes plásticas de Minas Gerais, com as suas aulas ao ar livre.

Em 1992, o parque passou pela maior reforma de sua história, por iniciativa da prefeitura e da Companhia Vale do Rio Doce. Para orientar o trabalho, foi feita a classificação da fauna e flora da reserva. O estudo revelou que o parque era refúgio para 47 espécies de aves, como bem-te-vi, gavião, sabiá, trinca-ferro e pardal.

A reforma possibilitou ampliar a área verde, com o plantio de 40 mil metros quadrados de grama, 700 espécies da Mata Atlântica e 200 mil mudas de plantas ornamentais. O projeto da reforma possibilitou que os jardins históricos e as áreas próximas ao coreto e ao lago voltassem à concepção paisagística original. O nome atual do parque homenageia o empresário Américo Renné Giannetti, ex-prefeito prefeito de Belo Horizonte, entre 1951 e 1954.

Fontes: Parque Municipal - Crônica de um Século (Companhia Vale do Rio Doce, 1992) e Belotur

Parque Nacional da Serra da Canastra

Assoc. Circuito T. da Canastra

O Parque Nacional da Serra da Canastra está localizado a 325 km de Belo Horizonte e compreende dois maciços: a Serra de Sete Voltas e a Serra da Canastra, com altitudes que variam de 900 m a 1.496 m.

Uma de suas principais características é a grande riqueza de mananciais ali encontrados, como o Rio São Francisco e sua nascente. Este, que é considerado o rio da integração nacional, com seus 3.000 km de extensão, garante a sobrevivência de milhões de ribeirinhos brasileiros.

A origem do nome deve-se ao fato do Parque estar assentado sobre um imenso chapadão, semelhante à forma de uma canastra, um tipo de baú.

Por estar situado no divisor de águas de grandes bacias, o parque possui uma rede de drenagem muito extensa, formada por pequenos rios e nascentes. Os desníveis do relevo acidentado, com íngremes penhascos, escarpas e paredões circundando o chapadão, proporcionam uma paisagem indescritível. A beleza cênica, especialmente da queda-d'água Casca d'Anta, com quase 200 m de altura, encantou o pintor francês Jean Baptiste Debret no século XIX. Sua pintura da cachoeira é um dos clássicos da pintura naturalista dessa época.

A vegetação é típica de Cerrado, com manchas que indicam uma transição para Mata Atlântica. Nas partes mais altas são encontrados Campos Limpos e nas áreas rochosas, vegetação rupestre.

Devido à formação aberta dos Campos, de vegetação baixa e homogênea, é possível observar animais como tamanduá-bandeira, o lobo-guará e o tatu-canastra, todos ameaçados de extinção. Entre as aves, são comuns a seriema, o canário-da-terra, bandos de tucanuçu, além de patos mergulhões e garças.

Em 1996, parque foi escolhido para o lançamento da Política Nacional de Ecoturismo, apontado como um marco para o desenvolvimento dessa atividade nas unidades de conservação do país.

Caminhar pelo Parque é a melhor forma de conhecê-lo. Parte do trajeto, no entanto, pode ser feito de carro, pois a área é cortada por uma estrada intermunicipal, que permite o acesso dos visitantes em veículos particulares.

A nascente do Rio São Francisco situa-se a 6,5 km da portaria do parque. Não muito longe da entrada, na parte alta da Cachoeira da Casca d'Anta, pode-se desfrutar de diversas piscinas naturais, com água muito cristalina. Na parte baixa da mesma queda existe um mirante com vista panorâmica. As trilhas levam até as cascatas e piscinas naturais.

O Parque está bem equipado para receber turistas, dispondo de postos de informação, camping, quiosques, centro de visitantes e alojamento.

Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

Parque Natural da Serra do Caraça

Foto: Alexandre C. Mota

Situado na Serra do Espinhaço, entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, o Parque Natural da Serra do Caraça abrange uma área de 11.233 hectares e se encontra em uma zona de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado.

Além da "caraça", a fabulosa formação rochosa que dá nome ao local, os picos são as grandes referências no cenário do Parque, com altitudes que variam de 1.200 a 2.080 metros.

O Parque abriga belas cachoeiras, cascatas, picos, cavernas e uma rica fauna e flora, inclusive com espécies endêmicas.

Por estar em uma área de transição, o parque possui uma vegetação rica, com grande variedade de flores. Estas atraem várias espécies de beija-flor, dentre eles o beija-flor-de-gravatinha, um dos menores do mundo. É um local reconhecido internacionalmente como um dos melhores no Brasil para a observação de pássaros.

O Parque também abriga espécies animais raras como o sauá, a onça parda, o quati, esquilos e o habitante mais famoso, o lobo-guará, símbolo do Parque. Para aqueles que passam a noite no Caraça, uma das principais atrações é aguardar a chegada dos lobos-guarás que se aproximam do Santuário e comem nas mãos de um dos padres da Província.

As matas abrigam lindas bromélias e mais de 200 espécies de orquídeas. Existem excelentes opções de passeios para aqueles que apreciam a natureza. Há trilhas mais fáceis para os que não estão acostumados a caminhadas e trilhas mais radicais para os que não dispensam uma boa aventura. Para alcançar as cachoeiras, cascatas, piscinas naturais e grutas, há trilhas sinalizadas. A mais difícil leva ao Pico do Inficionado (2032m) e a gruta do Centenário, uma das maiores grutas de quartzito do mundo, com 400 m de profundidade e curso d'água com 80 m de desnível.

O Santuário pertence à Província Brasileira da Congregação da Missão e passou a ser uma Reserva Particular do Patrimônio Natural em 1994, consolidando sua vocação religiosa e ecológica.

O Colégio do Caraça formou, durante seus 150 anos de existência, grandes nomes da elite mineira, inclusive homens que vieram a ser presidentes da república e governadores, entre eles, Afonso Pena e Artur Bernardes.

Em 1968, um incêndio queimou cerca de 10 mil dos 25 mil volumes da biblioteca do colégio. Com o incêndio, o colégio foi fechado. Mais tarde, o prédio foi restaurado e a melhor alternativa encontrada, foi aproveitar o patrimônio natural, histórico e cultural, abrindo a área para visitação pública.

O complexo do Caraça, cuja construção data do século XVII, possui a primeira igreja do Brasil em estilo neo-gótico. Importantes peças históricas podem ser apreciadas, tais como os vitrais franceses doados por D. Pedro II, a relíquia do mártir São Pio, intacta há 200 anos, guardada no Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens (padroeira do Caraça) e o quadro da Santa Ceia, pintado por Manuel da Costa Athaíde. Detalhes de mármore e pedra sabão compõem sua arquitetura e um órgão com 700 tubos, completa sua riqueza.

O Parque possui restaurante, lanchonete, hotel, centro de informações turísticas e lojinha.

Fonte: Prefeitura de Catas Altas, Descubraminas e Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

Passo da Ceia

De acordo com a tradição religiosa, a Ceia é a última refeição que Jesus Cristo fez com seus apóstolos, durante a qual prenunciou a traição de Judas. Na bênção ritual, Jesus pegou o pão e disse aos apóstolos: "Tomai e comei, este é o meu corpo". O mesmo fez com o vinho: "Este é o meu sangue derramado por muitos." Os dois gestos incorporaram-se à liturgia e permanecem até hoje como símbolo da comunhão cristã. Na ocasião, Jesus lavou os pés de seus discípulos, para lhes dar exemplo de humildade e de caridade fraterna.

O Passo da Ceia abre os trabalhos do escultor, arquiteto e entalhador Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e do pintor Manoel da Costa Athaíde, na série da Paixão, no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG). Sua capela é mais antiga do conjunto e a única a ser construída durante a estada de Aleijadinho em Congonhas, possivelmente sob a sua orientação.

As imagens do Passo da Ceia em Congonhas são um autêntico drama teatral, conforme a tradição barroca. À palavra acusadora de Cristo ("Em verdade vos digo, um de vós me há de entregar"), os apóstolos, transtornados, voltam-se bruscamente para sua figura. Dois servos, postados lateralmente à porta de entrada, realizam a transição entre o espaço real   do espectador e o espaço físico, no qual se movimentam os atores.

Um desses servos, o da direita, veste-se pitorescamente à moda setecentista com colete justo e casaco cintado, abotoado na frente, num dos raros exemplos de liberdade tomada por Aleijadinho com relação à iconografia tradicional, que mantém túnicas longas e mantos para os personagens evangélicos, indumentária típica das populações mediterrâneas.

Do ponto de vista arquitetônico, a capela da Ceia supera todas as outras em qualidade de execução e perfeição de acabamento. Seu volume externo se resume a quatro muros de alvenaria caiados de branco. Uma pequena cartela em pedra-sabão, emoldurada por ornatos de contas de rosário, permite ler uma inscrição em latim, cuja tradução é a seguinte: "Enquanto ceavam, tomou Jesus o pão (e disse); Este é meu corpo." (Mateus, cap. 26, v. 27).

A identificação dos apóstolos se torna um pouco difícil, posto que nenhum deles traz atributos específicos. Apenas Judas, Tadeu, Pedro, Tiago Maior e João podem ser reconhecidos com segurança.

Todas as peças são em cedro e em tamanho próximo ao natural. A maioria é constituída de um único bloco, com exceção das mãos, que são móveis, fixadas por cavidades nas mangas. As únicas esculturas completas são os dois servos e os quatro primeiros apóstolos, mais diretamente visíveis. As restantes, de meio corpo e escavadas na parte posterior, repousam em suportes dissimulados por detrás da mesa elíptica.

A predominância de tons pastéis se deve à opção feita por Manoel da Costa Athaíde de colorir apóstolos e personagens sagrados em tons claros e finalmente matizados, reservando as cores fortes e agressivas para os algozes de Cristo.

Fontes: Secretaria de Turismo de Congonhas e Dicionário Cultural da Bíblia (Edições Loyola, 1998)

Passo da Crucificação

Por ordem do procurador romano Pôncio Pilatos, Jesus Cristo foi crucificado no Gólgota, ou Monte Calvário, entre dois ladrões. Com esse tema, o Passo da Crucificação encerra a série de seis capelas do santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), parte de um conjunto de 66 esculturas em madeiras concebidas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Passo da Crucificação

As 11 imagens que formam o grupo da Crucificação, ao contrário do que se verifica nos outros Passos, não se acham subordinadas a um único foco de interesse. A composição é dividida em três partes distintas: a zona central (onde se passa a ação principal e é ocupada pela figura de Cristo), dois carrascos que o pregam na cruz, estendida em posição horizontal, e Maria Madalena (de joelhos, lançando seu olhar para o alto, em súplica).

“Repartiram minhas vestes entre si e sobre minha túnica lançaram sortes” — este texto do evangelista João serviu de tema para a segunda cena do grupo da Crucificação. À esquerda de Cristo, dois soldados disputam em jogo de dados a túnica do condenado. E, como terceiro foco de atenção, aparecem, ao lado direito de Cristo, o mau e o bom ladrão.

Como imagens secundárias, dispostas ao longo da parede do fundo da capela, três outras figuras de soldados assistem à crucificação de Cristo. Um desses soldados se destaca dos demais pela sua vestimenta. Trata-se do centurião mencionado em três evangelhos. Em suas vestes, há um manto púrpura jogado às costas. Em lugar do capacete habitual dos soldados, ele apresenta um turbante à moda oriental, análogo ao de dois profetas do santuário, Baruc e Abdias.

A capela reúne formas apresentadas nas anteriores. Possui características arquitetônicas semelhantes à Subida ao Calvário, copia o formato sinuoso da cartela da Prisão, o tipo de letras da Ceia e os motivos florais do Horto. Na inscrição, o nome do evangelista está escrito novamente em português: “Ao lugar chamado Calvário, onde o crucificaram, e com eles outros dois, um de cada lado” (João, cap.19, v.17). A Aleijadinho, são atribuídas as imagens de Cristo e do mau ladrão. Também se percebe a intervenção do artista nas esculturas do bom ladrão e de Madalena.

Fonte: Secretaria de Turismo de Congonhas