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Museu do Oratório

 

Museu do Oratório

Foto: Alexandre C. Mota

O Museu do Oratório, em Ouro Preto, reúne um admirável acervo com 121 peças desse mobiliário religioso, em geral armários ou nichos de madeira feitos artesanalmente para abrigar imagens católicas nos anos setecentos e oitocentos. De acordo com as historiadoras Angela Vianna Botelho e Liana Maria Reis, encontrados em todo o Brasil, os oratórios foram aqui introduzidos pelos portugueses, que os traziam a bordo de seus navios, como proteção. De origem medieval, o oratório chegou ao Brasil na época do descobrimento. A imagem de Nossa Senhora da Esperança, que desembarcou com os portugueses em 1500, foi o oratório que inaugurou a tradição no País.

Em Minas Gerais, o oratório representou também a forma de agradecimento dos expedicionários, que viajavam pelo interior do Estado em busca de ouro e metais preciosos, no século 18. Na maior parte das vezes, este objeto de fé é resultado de um trabalho anônimo, sem identificação autoral, conforme costume da época.

Na Idade Média, os reis se valiam de uma capela para suas orações. Essa capela passou, com o tempo, a ser usada também por famílias da nobreza, em suas residências, até chegar ao povo. Construíram-se altares próprios e, aos poucos, as imagens diminuíram de tamanho, para garantir o uso particular nos momentos de oração. No museu, há peças diminutas que lembram miniaturas. Os oratórios eram usados nas mais diversas formas, da simples instalação nas residências até o transporte nas montarias dos tropeiros no sertão.

O acervo é o resultado de um paciente trabalho da empresária Angela Gutierrez, ao longo de anos. Segundo ela, todo o projeto foi realizado por meio do esforço conjunto de técnicos e pesquisadores, incluindo a presença de historiadores, restauradores, arquitetos, engenheiros e museógrafos. "Quis dividir com o público uma coleção que nasceu do meu desejo em recolher e salvaguardar os estilhaços do formidável patrimônio domiciliar e artístico brasileiro", explica a empresária.

Entre os principais tipos de oratórios catalogados pelo museu, montado na antiga casa do Noviciado do Carmo, encontram-se:

Oratório Erudito de Salão
São peças que fizeram parte de altares particulares. As famílias mais abastadas, inspiradas pela realeza, começaram a construir seus próprios altares, costume que se estendeu até o povo. E buscou relíquias e objetos que conferiam, aos seus donos, segurança e intimidade com o mundo do sagrado.

Oratório de Salão e Alcova
São as peças que ocupavam espaços significativos na residência do fiel. Eram expostos sobre uma mesa nos salões, para uso particular ou coletivo de toda a família em rituais importantes, como novenas e preces coletivas, ou usados mais intimamente, nos quartos e alcovas.

Oratório sem Decoração
Modelos simplificados dos que possuem decoração, normalmente pertenciam aos fiéis de menor poder aquisitivo. São pequenos armários, de entalhe simples. Às vezes, os oratórios são apenas escavados num toco de madeira. Outros demonstram algumas referências icônicas ou simbólicas, detalhes mais místicos do que decorativos.

Oratório de Salão Decorado
Ocupavam os salões de classes mais abastadas, ornados de maneira mais elaborada. Ainda que de caráter popular, a decoração era esmerada e mantinha certos padrões formais nos motivos, na iconografia e na policromia.

Oratórios Itinerantes ou de Viagem
Eram as peças carregadas em lombo de burro, dependurados junto ao corpo, no bolso. Outros oratórios itinerantes eram os chamados esmoleres. Esses ficavam circunscritos aos espaços urbanos e serviam para arrecadar dinheiro para a construção de um templo de uma irmandade, para as festas religiosas coletivas ou mesmo para a sobrevivência pessoal através da mendicância.

Oratórios de Algibeira ou de Viagem Miniatura
São aqueles que podem ser carregados nos bolsos, junto ao corpo do fiel. Sinal de proteção cotidiana, o santo de devoção fica dentro de pequenos invólucros de cerca de 10 cm.

Fontes: Museu do Oratório e Dicionário Histórico do Brasil - Colônia e Império (Angela Vianna Botelho e Liana Maria Reis)

Museu Regional

Museu Regional

Foto: Alexandre C. Mota

O Museu Regional de São João del Rei, em Minas Gerais, apresenta uma exposição de aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos 18 e 19, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de viver dos mineiros no período colonial.

Por meio das imagens, por exemplo, revela-se a rotina de um povo fervoroso, exercendo as suas práticas religiosas tanto em casa, ao pé do oratório, como na rua, acompanhando o andor da procissão. Já através da presença de um órgão, registra-se a intensa produção musical ainda hoje executada nas igrejas. Destacam-se ainda no acervo equipamentos de trabalho (balança de pesar ouro, roca, batedeira, tear, formão e arado) e meios de transporte (liteira, cadeirinha de arruar).

Aberto à visitação pública a partir de 1963, está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Após a conclusão das obras, em 1859, o comendador instalou sua família na mansão, no segundo e terceiro pavimentos. A loja de secos e molhados ficou no primeiro andar. Após a sua morte, em 1866, a casa permaneceu como propriedade da família até a sua venda, em 1926.

Situado à margem do córrego do Lenheiro, o museu ocupa uma extensa área e se sobressai em meio ao casario vizinho. No segundo pavimento do edifício, há ainda hoje a inscrição do nome do proprietário. O estilo neoclássico estava em voga no Rio de Janeiro na época, mas sua absorção em Minas se deu de maneira superficial. A casa do comendador Silva Mourão mostra uma construção dentro da tradição colonial, com elementos neoclássicos apenas na decoração da fachada.

Até chegar a ser o atual museu, a edificação passou por disputas de posse e, na década de 40, quase foi destruída para dar lugar a um hotel. Tombada como Patrimônio Histórico, foi restaurada a fim de abrigar o Museu Regional. A partir de 1954, ano de conclusão das obras, iniciou-se a aquisição do acervo, com objetos, na maioria, procedentes da região. Nos arquivos originais, estavam documentos cartoriais dos séculos 18 e 19, pertencentes à antiga Comarca do Rio das Mortes e importantes para o conhecimento da história mineira.

Fontes: Museu Regional de São João del Rei e inventário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Órgão da Catedral da Sé de Mariana

Órgão da Catedral da Sé de Mariana

Foto: Alexandre C. Mota

A catedral da Sé, ou de Nossa Senhora da Assunção, em Mariana (MG), possui um tesouro musical: um órgão construído em 1701, em Hamburgo (Alemanha), por Arp Schnitger (1648-1719), um dos nomes mais respeitados na história da fabricação deste tipo de instrumento em todo o mundo. O órgão chegou ao Brasil em 1753, como presente da Coroa portuguesa ao primeiro bispo da cidade, D. Frei Manoel da Cruz. Entre os órgãos da manufatura Schnitger que existem até hoje, este é um dos exemplares mais bem conservados e o único que se encontra fora da Europa. Todo policromado, tem 7 metros de altura por 5 metros de largura.

A produção de alta qualidade de Arp Schnitger foi exportada para vários países da Europa na época. De todas as suas obras, restam 30 no mundo inteiro, inteiras ou parcialmente conservadas, incluído o órgão de Mariana. O assentamento da peça no local coube a Manuel Francisco Lisboa, pai do escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Desde sua instalação, o órgão foi o centro de uma intensa atividade musical na Sé de Mariana, cuja memória escrita compõe o acervo de partituras do Museu da Música, que abriga obras de compositores do período colonial. Mariana também é sede da Associação Brasileira de Organistas.

Depois da construção, o instrumento passou um longo período em Portugal, tendo sido colocado à venda em 1747. O rei D. João V adquiriu a peça do organeiro João da Cunha, a fim de enviá-lo a Mariana, mas faleceu antes. Coube a seu filho, D. José I, presenteá-lo à recém-criada Diocese de Mariana, que, já em 1748, contava com um organista em sua Sé, o padre Manuel da Costa Dantas. Há relatos do transporte do órgão, por navio e lombo de animais, feito em 18 caixões numerados com as advertências precisas para se armar e também em 10 embrulhos grandes e pequenos numerados.

O órgão é um instrumento de sopro, composto de tubos, um para cada nota musical, alimentados por um fole e acionados por um teclado, de acordo com uma definição clássica. Após longo período de uso ininterrupto, por volta da década de 1930 o órgão da Sé parou de funcionar. Somente na década de 1970, após pesquisas sobre a sua procedência e do reconhecimento de sua importância para o acervo de instrumentos musicais no Brasil e no mundo, mobilizaram-se esforços para a sua recuperação.

O organista alemão Karl Richter esteve, então, em Mariana, para fazer uma avaliação do instrumento. Os componentes musicais foram enviados a Hamburgo, para uma reforma.  O móvel do órgão - estrutura interna e externa da caixa e as partes da decoração - recebeu restauração a cargo do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da Universidade Federal de Minas Gerais (Cecor-UFMG), sob a orientação de Beatriz Coelho, que também esteve na Alemanha para ajustes na parte sonora. Em 1984, finalmente, houve a inauguração com grande festa na cidade.

Embora o órgão estivesse tocando e funcionando bem, algumas características importantes que não puderam ser reconstruídas foram deixadas para uma segunda etapa, feita por iniciativa da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana. O início se deu em julho de 1997, com a visita à cidade do especialista Bernhard Edskes, e a conclusão, em fevereiro de 2002, com a entrega oficial do instrumento.

Ainda hoje, mais de 300 anos depois da sua construção, o órgão Schnitger acompanha missas e celebrações litúrgicas, além de ser apresentado em concertos regulares e internacionais. São duas apresentações semanais, sempre às sextas-feiras e aos domingos.

Fonte: Site Órgão da Sé

Os 12 Profetas

Os 12 Profetas

Foto: Alexandre C. Mota

A série de 12 profetas esculpidos em pedra-sabão, na cidade de Congonhas, em Minas Gerais, é uma das mais completas da tradição cristã em todo mundo. De autoria do escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, o conjunto fica instalado em frente à igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, no alto de um morro.

Principal artista do período colonial brasileiro, Aleijadinho realizou este trabalho entre 1796 e 1805, junto com as outras obras do Santuário de Congonhas - as seis capelas dos Passos da Paixão e os projetos de arquitetura e ornamentação da igreja.

A teologia cristã fixa em 16 o número de profetas, que resulta da soma dos 12 apóstolos e quatro evangelistas. São quatro profetas maiores e oito menores, selecionados na ordem do cânon bíblico. Os quatro profetas maiores, assim chamados pela maior quantidade de textos proféticos escritos, correspondem aos evangelistas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

Os 12 profetas menores, correspondentes aos apóstolos, são Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. No conjunto esculpido por Aleijadinho, há a substituição de Miquéias por Baruc. Discípulo e secretário de Jeremias, Baruc não integra a lista oficial de profetas. Isto porque os seus textos ficaram integrados aos de Jeremias na edição da Vulgata - tradução latina da Bíblia feita no século 4 e que foi declarada de uso comum na Igreja Católica pelo Concílio de Trento.

Com as 12 estátuas dos profetas, Aleijadinho executou o maior conjunto barroco do mundo. Mesmo muito debilitado pela doença que o consumia - o artista sofria de hanseníase, origem de seu apelido - e utilizando largamente o trabalho de seus colaboradores, Aleijadinho deixou em Congonhas, nas imagens dos Profetas, a marca de seu gênio.

Muitos autores consideram perfeita a organização cenográfica dos Profetas, comparável à de um ato de balé. O historiador francês Germain Bazin observou que determinados profetas desempenham o papel de protagonistas, subordinando a si os demais. A função do mestre nesse balé poderia ser atribuída a Abdias, de braço erguido e dedo em riste para o céu, gesto que tem um correspondente do lado oposto, na posição equivalente do braço esquerdo de Habacuc. Um amplo semicírculo, iniciado a partir dos gestos destes dois profetas, fecha externamente a composição.

Aleijadinho não apenas respeitou a ordenação do cânon bíblico para a escolha dos Profetas de Congonhas, como ainda os situou no adro (terreno em frente à igreja) em posições que seguem de perto essa ordenação.

As 12 estátuas passam por processo de limpeza devido à ação de microorganismos. Exames de ultra-sonografia detectaram fissuras, descoloração e desintegração de partículas no corpo das esculturas, feitas de pedra-sabão. Para a limpeza, foi usado um biocida para secar e desprender liquens (associação de algas e fungos). Esses microorganismos lançam ácidos corrosivos e têm raízes que provocam fraturas nas estátuas.

O uso do composto químico não provoca danos nas estátuas. O processo de limpeza acontece desde 2005 e, a cada três meses, é feita uma avaliação sobre a evolução dos liquens e a ação do biocida.

O trabalho de recuperação das estátuas dos profetas faz parte do Projeto Monumenta, do Ministério da Cultura, e das ações da Fundação Centro de Tecnologia de Minas Gerais (Cetec), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fontes: Secretaria de Turismo de Congonhas, Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (Aber) e Boletim Informativo da UFMG nº 1.498

 

Os Passos da Paixão

Os Passos da Paixão

Foto: Alexandre C. Mota

As seis capelas dos Passos da Paixão, na cidade de Congonhas (MG), em Minas Gerais, uniram dois dos principais nomes da arte colonial brasileira. Para compor as 66 peças em madeira que representam o calvário de Cristo, neste que é considerado o principal conjunto de imagens do barroco brasileiro, trabalharam o escultor, arquiteto e entalhador Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e o pintor Manoel da Costa Athaíde.

Dispostas lado a lado, as capelas estão localizadas na ladeira íngreme que conduz ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde Aleijadinho esculpiu sua monumental série de 12 profetas. As 66 figuras de madeira ilustram os passos da Ceia, do Horto, da Prisão, da Flagelação e Coroação de Espinhos, da Subida ao Calvário e da Crucificação de Cristo. Em 1985, o santuário recebeu o título de Patrimônio da Humanidade, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A igreja ficou pronta em 1790. Embora o adro (terreno em frente ao templo) que iria receber os profetas já estivesse concluído naquela data, Aleijadinho iniciou seu trabalho em 1796 pelas esculturas da Paixão. As capelas ainda não estavam prontas. O trabalho de escultura durou apenas três anos e cinco meses, com a participação dos ajudantes do seu ateliê, estando concluído em 1799. Já as capelas só foram finalizadas muito mais tarde, depois de paralisadas por quase 50 anos. As obras só foram reiniciadas em 1864.

Athaíde começou a pintar as imagens somente a partir de 1808. Infere-se que as três últimas capelas não tiveram participação do artista. A documentação dos registros das obras mostra que a policromia só era iniciada quando a capela estivesse concluída. Como as três últimas capelas - Flagelação e Coroação, Subida ao Calvário e Crucificação - só foram concluídas na segunda metade do século 18, a pintura não deve ser de Athaíde, que morreu em 1830. Não há registros sobre quem teriam sido os autores.

Em 1875, todas as capelas dos Passos da Paixão estavam concluídas, com suas 66 imagens policromadas e arranjadas em cada uma. O Livro de Inventários da Irmandade de Matosinhos, datado de 1875, aponta o registro de 64 peças. Para os pesquisadores, há duas  hipóteses para  explicar a divergência. Aleijadinho teria executado 64 das 66 imagens previstas e o ateliê foi responsável pelas duas restantes. Ou, então, as imagens teriam se extraviado durante o intervalo de 76 anos, entre o final do trabalho do escultor e a conclusão das obras, e estiveram guardadas à espera da construção das capelas.

A série da Paixão estipulava a construção de sete capelas, originalmente. Após um intervalo nas obras de mais de 50 anos, entre a Prisão e a Flagelação, decidiu-se pela junção da Coroação à quinta capela. Assim que terminou a execução das figuras dos Passos, após três anos de trabalho ininterrupto, Aleijadinho partiu para fazer a série dos profetas.

A princípio, o projeto previa duas séries de capelas: a Passos da Paixão, na parte da frente do templo, e os Passos da Ressurreição, na parte posterior. Pretendia-se, assim, seguir o exemplo do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, Portugal, de cujo bispado era originário o fundador do Santuário de Congonhas, Feliciano Mendes. Somente em 1800, dez anos após a conclusão do adro, Aleijadinho começou a execução do grupo composto pelos 12 profetas em pedra-sabão, trabalho realizado em duas etapas e encerrado em 1805.

Fontes: Baseado em trabalho do setor de tombamento do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), 1990), Dossiê de Tombamento Municipal do Centro Histórico de Congonhas (1996) e Secretaria de Turismo de Congonhas Ceia

De acordo com a tradição religiosa, a Ceia é a última refeição que Jesus Cristo fez com seus apóstolos, durante a qual prenunciou a traição de Judas. Na bênção ritual, Jesus pegou o pão e disse aos apóstolos: “Tomai e comei, este é o meu corpo”. O mesmo fez com o vinho: “Este é o meu sangue derramado por muitos”. Os dois gestos incorporaram-se à liturgia e permanecem até hoje como símbolo da comunhão cristã. Na ocasião, Jesus lavou os pés de seus discípulos, para lhes dar exemplo de humildade e de caridade fraterna.

O Passo da Ceia abre os trabalhos do escultor, arquiteto e entalhador Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e do pintor Manoel da Costa Athaíde, na série da Paixão, no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG). Sua capela é mais antiga do conjunto e a única a ser construída durante a estada de Aleijadinho em Congonhas, possivelmente sob a sua orientação.

As imagens do Passo da Ceia em Congonhas são um autêntico drama teatral, conforme a tradição barroca. À palavra acusadora de Cristo (“Em verdade vos digo, um de vós me há de entregar”), os apóstolos, transtornados, voltam-se bruscamente para sua figura. Dois servos, postados lateralmente à porta de entrada, realizam a transição entre o espaço real — o do espectador — e o espaço físico, no qual se movimentam os atores.

Um desses servos, o da direita, veste-se pitorescamente à moda setecentista com colete justo e casaco cintado, abotoado na frente, num dos raros exemplos de liberdade tomada por Aleijadinho com relação à iconografia tradicional, que mantém túnicas longas e mantos para os personagens evangélicos, indumentária típica das populações mediterrâneas.

Do ponto de vista arquitetônico, a capela da Ceia supera todas as outras em qualidade de execução e perfeição de acabamento. Seu volume externo se resume a quatro muros de alvenaria caiados de branco. Uma pequena cartela em pedra-sabão, emoldurada por ornatos de contas de rosário, permite ler uma inscrição em latim, cuja tradução é a seguinte: “Enquanto ceavam, tomou Jesus o pão (e disse); Este é meu corpo” (Mateus, cap. 26, v. 27).

A identificação dos apóstolos se torna um pouco difícil, posto que nenhum deles traz atributos específicos. Apenas Judas, Tadeu, Pedro, Tiago Maior e João podem ser reconhecidos com segurança.

Todas as peças são em cedro e em tamanho próximo ao natural. A maioria é constituída de um único bloco, com exceção das mãos, que são móveis, fixadas por cavidades nas mangas. As únicas esculturas completas são os dois servos e os quatro primeiros apóstolos, mais diretamente visíveis. As restantes, de meio corpo e escavadas na parte posterior, repousam em suportes dissimulados por detrás da mesa elíptica.

A predominância de tons pastéis se deve à opção feita por Manoel da Costa Athaíde de colorir apóstolos e personagens sagrados em tons claros e finalmente matizados, reservando as cores fortes e agressivas para os algozes de Cristo.

Fontes: Secretaria de Turismo de Congonhas e Dicionário Cultural da Bíblia (Edições Loyola, 1998)

 

Palacete Dantas e Solar Narbona

Palacete Dantas e Solar Narbona

Foto: Alexandre C. Mota

Elegante casarão no estilo neoclássico, o Palacete Dantas fica na avenida lateral da praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e abriga atualmente as instalações da Secretaria de Estado de Cultura. Construído em 1915, o prédio tem como vizinhos ilustres o Palácio da Liberdade, sede do governo estadual, e a sede da Arquidiocese de Belo Horizonte, o Palácio Cristo Rei, integrando-se ao desenho da praça, que começou a ser executado quando Belo Horizonte se tornou capital de Minas Gerais, em 1897.

De autoria de Luiz Olivieri, o projeto se distingue das demais construções residenciais de sua época por ser resultado de iniciativa particular do mesmo tamanho e estilo dos prédios públicos da praça da Liberdade. Destinado a abrigar a família do engenheiro José Dantas, foi planejado com generosidade de espaços e requinte ornamental, como os elementos importados (escadaria em ferro trabalhada, procedente da Bélgica, e lustre de cristal da Boêmia) e os elementos regionais (parquet do piso e o rodapé da sala de visitas). O mobiliário tem inspiração francesa. Os tetos da sala de visitas e de jantar, feitos em imbuia trabalhada, foram executados pelo marceneiro Gabriel Antônio Galante.

A edificação se insere na descrição feita pelo arquiteto Carlos Lemos, referente aos casarões ecléticos paulistas de origem erudita: "Sobrados finamente acabados, construídos dentro de linguagens neoclássicas ou renascentistas". Era considerada uma das melhores moradias particulares da nova capital e hospedou, em 1920, o presidente de Minas Gerais, Artur Bernardes, durante a visita dos reis belgas.

Entre 1926 e 1929, foi sede do Automóvel Clube, o que exigiu reformas na parte interna da edificação. O casarão perdeu paredes dos quartos para a criação de um salão de festas. A partir de 1958, foi alugado para diversas instituições de ensino até receber a Secretaria de Cultura.

No mesmo local fica o Solar Narbona, que tem data de construção e autoria de projeto desconhecidas. Seu proprietário original, o construtor espanhol Francisco Narbona, possivelmente construiu o Solar para uso residencial, em período anterior a 1911. Narbona esteve em Belo Horizonte na época da Comissão Construtora da Nova Capital. Entre 1917 e 1918, funcionou ali a Faculdade de Odontologia. Logo em seguida, a família Narbona retomou o casarão e morou ali até 1940. Em 1964, foi sede de Delegacia Geral. Em seguida, a Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) ali se instalou até 1983.

O casarão tem dois pavimentos, com ligação por uma escada de madeira. No segundo andar, varandas com parapeito de alvenaria dão charme especial ao imóvel.

Fontes: Corredor Cultural Praça da Liberdade - Inventário Qualitativo e Palacete Dantas - Solar Narbona (Secretaria de Estado de Cultura, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Iepha-MG)

Praça da Liberdade

Palácio da Liberdade
Foto: Alexandre C. Mota


O Palácio da Liberdade ocupa posição de destaque na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, entre os prédios das antigas secretarias de Estado e diante dos jardins cuja alameda de palmeiras imperiais conduz à sua entrada principal. O prédio foi inaugurado em 1898, como principal edifício público da cidade, que acabara de se tornar capital de Minas Gerais, no ano anterior.

O projeto leva a assinatura do engenheiro-arquiteto pernambucano José de Magalhães, membro da Comissão Construtora da Nova Capital, que refletiu na concepção da obra a influência do estilo francês. São dois pavimentos, com a fachada em cantaria lavrada (pedra batida por martelo dentado), encimada por uma alegoria à Liberdade (escultura que representa uma idéia abstrata).

No piso superior, está a varanda do Salão Nobre, com vista ampla para a praça da Liberdade e local para a posse solene dos governadores. Nesta sacada, pronunciaram-se alguns dos discursos mais importantes da história do Estado. No mesmo pavimento, estão os salões, salas e gabinetes. Nas laterais, dois torreões com terraços, circulados por sete janelas guarnecidas por colunas jônicas, completam o perfil do prédio.

O andar térreo exibe uma galeria de colunas, na fachada. Logo no hall de entrada, uma escadaria metálica dá o tom suntuoso do edifício, em estilo art-nouveau, trabalhada em ferro batido com ornamentação em folhagens e feita Bélgica.

O governador do Estado usa o gabinete do segundo andar como local de trabalho e de reuniões. O antigo dormitório reúne 16 peças, ao estilo rococó. Sobre as portas de acesso, dois medalhões com pinturas de florais encimam os batentes. Hoje, o palácio não é mais usado como residência oficial, função que cabe ao Palácio das Mangabeiras, no bairro do mesmo nome.

Grande parte dos materiais utilizados na construção do palácio e da ornamentação foi importada da Europa, no final do século 19 e início do século 20. Para a pintura e a decoração do edifício, o artista Frederico Antônio Steckel veio do Rio de Janeiro com uma equipe de decoradores nacionais e estrangeiros. Eles realizaram trabalhos nos tetos, paredes e cimalhas, além de ornamentos, com grande aplicação de enfeites em papier mâché pintado. O piso do hall de entrada é todo feito em mármore de Carrara. Já os pisos dos salões e salas do pavimento superior são de parquê belga (soalhos que formam desenhos).

No Salão do Banquete, sobressaem na decoração os quatro painéis do teto: Spes, Fortuna, Labor e Salve. O lustre de cristal bacarat, com 40 tulipas, chama a atenção por sua imponência.

O Salão Nobre apresenta móveis no estilo Luís 16, em madeira dourada, vasos da antiguidade chinesa e cristais na decoração das três portas de acesso ao ambiente. Em 1925, o artista Antônio Parreiras pintou, no teto, painéis com imagens das musas da literatura, pintura, escultura e música. Ao centro, está Apolo, cercado por 12 musas e cavalos brancos.

No pavimento superior, ficam ainda a Sala do Couro, com poltronas e sofá moldados ao gosto da renascença italiana, a Sala das Medalhas, que guarda as condecorações oficiais recebidas pelos governadores, a Sala da Rainha, batizada quando da passagem dos reis belgas em 1920, e o Salão Dourado, decorado com móveis em madeira estilo Luís 16 e vaso japonês do século 19.

Os jardins reúnem cinco esculturas de mármore, um lago, uma capela e um quiosque com evocação oriental. Deles se pode acessar o Palácio dos Despachos, um anexo lateral construído para dar suporte administrativo às atividades do governo estadual.

Em 1968, para dar mais segurança ao Palácio da Liberdade, instalaram-se grades na frente e laterais da edificação. Em 2004, um programa de restauração começou a ser executado, o primeiro global desde sua construção, trabalho sob a supervisão do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

Fontes: Relatório de Restauração do Palácio da Liberdade (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, 1981), Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Minas Gerais - Palácio da Liberdade e Corredor Cultural Praça da Liberdade - Inventário Qualitativo

Palácio da Liberdade

 

Palácio da Liberdade

Foto: Alexandre C. Mota

 Sede do governo de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade ocupa posição de destaque na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, entre os prédios das antigas secretarias de Estado e diante dos jardins cuja alameda de palmeiras imperiais conduz à sua entrada principal. O prédio foi inaugurado em 1898, como principal edifício público da cidade, que acabara de se tornar capital de Minas Gerais, no ano anterior.

O projeto leva a assinatura do engenheiro-arquiteto pernambucano José de Magalhães, membro da Comissão Construtora da Nova Capital, que refletiu na concepção da obra a influência do estilo francês. São dois pavimentos, com a fachada em cantaria lavrada (pedra batida por martelo dentado), encimada por uma alegoria à Liberdade (escultura que representa uma idéia abstrata).

No piso superior, está a varanda do Salão Nobre, com vista ampla para a praça da Liberdade e local para a posse solene dos governadores. Nesta sacada, pronunciaram-se alguns dos discursos mais importantes da história do Estado. No mesmo pavimento, estão os salões, salas e gabinetes. Nas laterais, dois torreões com terraços, circulados por sete janelas guarnecidas por colunas jônicas, completam o perfil do prédio.

O andar térreo exibe uma galeria de colunas, na fachada. Logo no hall de entrada, uma escadaria metálica dá o tom suntuoso do edifício, em estilo art-nouveau, trabalhada em ferro batido com ornamentação em folhagens e feita Bélgica.

O governador do Estado usa o gabinete do segundo andar como local de trabalho e de reuniões. O antigo dormitório reúne 16 peças, ao estilo rococó. Sobre as portas de acesso, dois medalhões com pinturas de florais encimam os batentes. Hoje, o palácio não é mais usado como residência oficial, função que cabe ao Palácio das Mangabeiras, no bairro do mesmo nome.

Grande parte dos materiais utilizados na construção do palácio e da ornamentação foi importada da Europa, no final do século 19 e início do século 20. Para a pintura e a decoração do edifício, o artista Frederico Antônio Steckel veio do Rio de Janeiro com uma equipe de decoradores nacionais e estrangeiros. Eles realizaram trabalhos nos tetos, paredes e cimalhas, além de ornamentos, com grande aplicação de enfeites em papier mâché pintado. O piso do hall de entrada é todo feito em mármore de Carrara. Já os pisos dos salões e salas do pavimento superior são de parquê belga (soalhos que formam desenhos).

No Salão do Banquete, sobressaem na decoração os quatro painéis do teto: Spes, Fortuna, Labor e Salve. O lustre de cristal bacarat, com 40 tulipas, chama a atenção por sua imponência.

O Salão Nobre apresenta móveis no estilo Luís 16, em madeira dourada, vasos da antiguidade chinesa e cristais na decoração das três portas de acesso ao ambiente. Em 1925, o artista Antônio Parreiras pintou, no teto, painéis com imagens das musas da literatura, pintura, escultura e música. Ao centro, está Apolo, cercado por 12 musas e cavalos brancos.

No pavimento superior, ficam ainda a Sala do Couro, com poltronas e sofá moldados ao gosto da renascença italiana, a Sala das Medalhas, que guarda as condecorações oficiais recebidas pelos governadores, a Sala da Rainha, batizada quando da passagem dos reis belgas em 1920, e o Salão Dourado, decorado com móveis em madeira estilo Luís 16 e vaso japonês do século 19.

Os jardins reúnem cinco esculturas de mármore, um lago, uma capela e um quiosque com evocação oriental. Deles se pode acessar o Palácio dos Despachos, um anexo lateral construído para dar suporte administrativo às atividades do governo estadual.

Em 1968, para dar mais segurança ao Palácio da Liberdade, instalaram-se grades na frente e laterais da edificação. Em 2004, um programa de restauração começou a ser executado, o primeiro global desde sua construção, trabalho sob a supervisão do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

Fontes: Relatório de Restauração do Palácio da Liberdade (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, 1981), Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Minas Gerais - Palácio da Liberdade e Corredor Cultural Praça da Liberdade - Inventário Qualitativo

Parque Estadual de Nova Baden

Foto: Evandro Rodney/IEF

O Parque Estadual de Nova Baden está localizado no município de Lambari, na região sul do Estado, numa porção do relevo conhecida como Planalto Atlântico, na Serra da Mantiqueira. Encontra-se inserido na bacia hidrográfica do Rio Grande.

Nova Baden possui uma área de aproximadamente 300 hectares de pura Mata Atlântica, nos quais os recursos hídricos destacam-se de forma abundante. Várias nascentes são encontradas na região do Parque. Um dos atrativos mais procurados é a Cachoeira Sete Quedas, que impressiona por sua beleza.

 A unidade de conservação abriga valiosos exemplares da fauna e a flora da Mata Atlântica. Entre as diversas espécies da flora estão o jequitibá, o cedro, a peroba, palmito, o jacarandá, o pinheiro brasileiro e o cedro. O clima úmido propicia a formação de um ecossistema rico em musgos, liquens, bromélias e orquídeas.

O Parque é uma importante reserva de diversas espécies de anfíbios, mamíferos e aves. Dentre as espécies, destacam-se os primatas barbado, sauá, mico e macaco-prego, além da jaguatirica, quatis, tatu e tamanduá-mirim.

O nome do Parque é uma referência ao alemão Américo Werneck, da cidade de Baden-Baden que, no século XIX, instalou-se na região. Pioneiro em questões ambientais, o Dr. Werneck era fruticultor e desenvolveu vários projetos de aproveitamento racional das estâncias hidrominerais.   Mais tarde, retornou para sua terra natal e sua fazenda foi transformada em área de proteção ambiental.

O Parque Estadual Nova Baden possui infra-estrutura para atendimento ao visitante com destaque para o Centro de Visitantes que possui auditório para 90 pessoas, salas para reuniões e posto da Polícia de Meio Ambiente. O Centro ocupa o casarão que era a sede da Fazenda de Américo Werneck, construída no século XIX.

O Parque não possui área de camping ou abrigos para a hospedagem de visitantes. No entanto, a cidade de Lambari, destino tradicional no turismo mineiro, mantém excelente infra-estrutura. A região é conhecida como Circuito das águas e possui diversas estâncias hidrominerais.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Parque Estadual do Ibitipoca

Foto: Evandro Rodney/IEF

O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata, nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca.

Ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. Com uma área de 1.488 hectares, a unidade de conservação está no local onde se dividem as bacias do Rio Grande e do Rio Paraíba do Sul.

A palavra "Ibitipoca" em tupi-guarani significa ybytyra - serra, pok - estouro, possível referência às tempestades elétricas comuns na região. Há quem diga ainda que seu significado seria "Casa de Pedra", em uma alusão à grande quantidade de cavidades naturais ali existentes e que serviam de abrigo para os índios.

É o Parque mais visitado do Estado, um dos mais conhecidos do Brasil e a principal atração da região.

A vegetação é representada por um mosaico bastante diverso, composto basicamente por manchas de florestas, Campos Rupestres, Campos Arenosos e Cerrado de Altitude. Os Campos Rupestres constituem uma grande extensão de vegetação do Parque.

Por se encontrar em uma região quartzítica, a Serra do Ibitipoca apresenta formações típicas desse tipo de terreno, como pontes naturais, cavernas, cânions de paredes verticais e dolinas - cavidades naturais em forma de funil que se comunicam com sistemas de drenagem subterrâneos.

Guarda preciosos atrativos como a Ponte de Pedra, a Janela do Céu, a Gruta dos Três Arcos e o Pico do Pião além de mirantes, grutas, praias, cachoeiras e piscinas naturais. O pico da Lambada, também conhecido como Ibitipoca, com 1.784 metros de altitude, oferece uma vista panorâmica inigualável.

Diversas espécies da flora são encontradas na unidade de conservação como orquídeas, bromélias, candeias, liquens e samambaias. Um traço marcante da vegetação no Ibitipoca são as "barbas-de-velho", uma espécie de líquen verde-água, que pende dos galhos das árvores, criando um belo efeito visual.

A fauna é rica, com a presença de espécies ameaçadas de extinção, como a onça parda, o lobo guará, o papagaio do peito roxo, o coati, o andorinhão-de-coleira, entre outros. Apesar de ser uma Unidade de Conservação pequena, abriga três dos seis gêneros de primatas da Mata Atlântica, dois dos quais estão ameaçados de extinção na categoria vulnerável. Foram registradas mais de 40 espécies de mamíferos no Parque e em seu entorno e 14 espécies de anfíbios. Dentre os anfíbios encontra-se uma espécie de perereca, a "Hyla de Ibitipoca", que foi identificada pela primeira vez na região e provavelmente é uma espécie endêmica.

As edificações do Parque Estadual de Ibitipoca passaram por recente reforma. O Parque possui portaria, estacionamento, área de camping, restaurante, Centros de Visitantes, de Administração e de Pesquisas, casa de hóspedes e alojamentos destinados a pesquisadores e funcionários.

Fonte: Instituto Estadual de Florestas (IEF)