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Museu Casa Guignard

Museu Casa Guignard

Foto: Alexandre C. Mota

O Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, foi idealizado com o intuito de preservar e divulgar a obra do artista plástico Alberto da Veiga Guignard. A inauguração se deu 1986, com a proposta de enfatizar especialmente o período da sua obra dominado pela temática das cidades coloniais e da paisagem mineira, além de seu trabalho na formação de artistas que romperam com a linguagem acadêmica, consolidando o modernismo nas artes plásticas em Minas.

O artista chegou a Belo Horizonte em 1944 e permaneceu em Minas até sua morte. Convidado pelo então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek, para criar o Instituto de Belas Artes, Guignard influenciou diretamente vários artistas que teriam reconhecimento nacional anos depois, como Amilcar de Castro, que foi seu aluno. Guignard trabalhou vários gêneros em sua pintura, como paisagem, retratos e natureza morta. A fase mineira revela a maturidade de sua obra antes, o artista havia morado no Rio de Janeiro, na Suíça e Alemanha.

O acervo que estava sob a guarda da Fundação de Arte de Ouro Preto foi transferido para o museu. Constituía-se de três desenhos, duas ilustrações para os contos A Lagoa dos Cinqüenta e Marliére, o Apóstolo das Selvas, ambos de autoria de Lúcia Machado de Almeida; um álbum com desenhos de figurino para a peça, encenada em 1948, A Caçadora de Borboletas; uma série de 12 estudos de Carlos Scliar para um retrato do artista; objetos de uso pessoal e de trabalho; 16 fotografias; 58 documentos diversos e um Livro de Ouro, no qual o escritor Oswald de Andrade, os poetas Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecíla Meireles e a artista plástica Anita Mafalti, dentre outros amigos e intelectuais, dedicam-lhe poemas, desenhos e homenagens.

O acervo inicial foi acrescido ainda das doações de um violão pintado e um desenho datado de 1956, ambos de autoria de Guignard, e de um desenho de Yoshiya Takaoka (1909-1978), que retrata o artista. Posteriormente, foram agregados documentos e obras ao patrimônio do museu, destacando-se o conjunto de cartões com desenhos de Guignard da coleção Amalita Fontinelli, em exposição permanente.

O sobrado da antiga rua Direita, sede do museu, testemunha o processo de consolidação urbana de Vila Rica. Em lugar de moradias improvisadas e modestas, surgiram, a partir de 1730, construções de caráter sólido e permanente, destacando-se os chamados sobrados, emblemas de status social.

A exemplo da maioria dos sobrados, localiza-se na área central de Ouro Preto, próximo à praça Tiradentes. Sua arquitetura, típica da região, caracteriza-se pela edificação em lote estreito e de grande profundidade, alinhada à rua, com paredes laterais, formando, com as residências vizinhas, um conjunto uniforme de fachadas contínuas, espécie de fundo na paisagem urbana. No pátio dos fundos, encontra-se um chafariz em pedra-sabão, atribuído ao escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Fontes: Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais e Pesquisa Guignard

Museu da Inconfidência

Museu da Inconfidência

Foto: Alexandre C. Mota

O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, tem por objetivo preservar a memória da Inconfidência Mineira, principal movimento de contestação à metrópole portuguesa no período do Brasil colonial. Ocorrido em 1789, o acontecimento se converteu num dos mais importantes símbolos da emancipação nacional e da liberdade na história brasileira. Projetou também o primeiro mártir do País: o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Ele morreu na forca, em 1792, como líder da revolta, e teve o corpo esquartejado e as partes expostas em lugares públicos, para servir de exemplo.

No museu, estão os restos mortais dos participantes da Inconfidência Mineira que foram condenados à pena de degredo e morreram na África. Entre eles, estavam Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto. Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, promoveu o repatriamento de seus restos mortais a fim de criar o Panteão dos Heróis da Independência. Deste projeto, nasceu o museu.

Com sede na antiga Casa da Câmara e Cadeia de Vila Rica, o museu ocupa uma das mais belas construções do período colonial, com apurado acabamento, na área mais central de Ouro Preto, a praça Tiradentes. Em seus amplos salões distribuídos por dois andares, há um vasto acervo de peças que testemunham a evolução social que tornou possível o movimento de 1789. São objetos relacionados com meios de transporte, sistemas de iluminação, processos de construção civil, equipamentos de casa, culto religioso, hábitos de higiene, decoração, mobiliário doméstico, sacro e de uso público, arte religiosa, artesanato, armaria. O arquivo histórico contém cerca de 40 mil documentos.

A construção teve início em 1785. Os recursos vieram de loteria criada exclusivamente para este fim, mediante licença régia. Havia muito que se planejava em Vila Rica a construção de um edifício para abrigar a câmara - órgão administrativo, mas também com funções judiciais - e a cadeia, usando-se pedra e cal para substituir a antiga prisão feita de pau-a-pique. A obra, porém, só seria concluída em 1855.

Possivelmente adaptada do desenho do Capitólio romano, a fachada principal (frontispício) traz três colunas, em vez de quatro, para os dois vãos da porta, em contraposição ao rigor da composição neoclássica. Dois blocos com seis grandes janelas compõem a fachada, que ostenta uma torre e um grande relógio. O acesso é feito por duas escadarias laterais. Após a Independência, as armas do Reino, no alto, foram substituídas pelas do Império. Nos quatro cantos da mureta do teto, se elevam figuras de pedra-sabão, representando as virtudes Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza. O chafariz da fachada foi ali instalado em 1846.

Em 1863, a câmara se transferiu para outro imóvel na praça Tiradentes, diante da necessidade de se aumentar o número de celas da prisão. Em 1907, o prédio tornou-se penitenciária estadual. Com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, em 1938. No mesmo ano, criou-se o Museu da Inconfidência, sob a coordenadoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A inauguração do Panteão ocorreu no dia 21 de abril de 1942, no transcurso do 150º aniversário do enforcamento de Tiradentes. Já a inauguração do museu foi em 11 de agosto de 1944, data do bicentenário do nascimento do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.

Fontes: Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto; O Museu da Inconfidência (Banco Safra, São Paulo, 1995)

Museu das Reduções

Museu das Reduções

Foto: Alexandre C. Mota

Instalado no distrito de Amarantina, a 20 km de Ouro Preto, o Museu das Reduções é a realização dos sonhos de uma família de artesãos mineiros, os Irmãos Vilhena - Sylvia, Evangelina, Décio e Ênnio. Resultado de um refinado artesanato, o projeto encontra paralelo na tradição de obras semelhantes existentes na Europa. Um dos modelos de inspiração é a cidade em miniatura de Madurodam, em Den Haag, na Holanda.

Este trabalho existe há duas décadas, em que cada um dos irmãos é responsável por uma etapa da obra. Ênnio é o principal artesão, criador das técnicas e máquinas utilizadas na confecção de cada reprodução. Décio desenha os monumentos e trabalha a madeira, enquanto Sylvia manuseia toda a arquitetura em pedra. Evangelina fotografa os monumentos e dirige a Escola de Artesanato, que forma jovens iniciantes na profissão.

Os Irmãos Vilhena são responsáveis pela confecção de cada peça empregada na reprodução e utilizam o mesmo material da obra original: tijolos, telhas, vigas de madeira, vidros e vitrais, esquadrias, estruturas de telhados, metais etc. Como exemplo, na redução do convento de São Francisco, de Olinda (PE), foram utilizadas mais de 6.000 telhas, tal como no original.

O museu, criado em 1994, expõe réplicas perfeitas dos edifícios de cada período da história do País, desde os rebuscados e complexos prédios do período barroco até os modernos e futuristas conjuntos de Brasília, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Entre as obras reproduzidas, estão a Casa dos Contos, em Ouro Preto, o Convento dos Reis Magos, em Nova Almeida (ES), o Farol da Barra, em Salvador, as Casas Coloniais, em Paraty (RJ), e a igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte.

O Museu das Reduções ganhou o Prêmio Guia Quatro Rodas 2006 como uma das oito melhores atrações do País, na categoria Contribuição Artística, numa eleição entre 4.389 atrações.

Fonte: Projeto Reduções

Museu de Arte da Pampulha

Museu de Arte da Pampulha

Foto: Alexandre C. Mota

O Museu de Arte da Pampulha (MAP), em Belo Horizonte, é o principal centro de divulgação de arte contemporânea em Minas Gerais e uma das referências do setor no Brasil. Em seu acervo de mais de 900 obras, estão quadros de Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard, Di Cavalcanti, Amilcar de Castro e Tomie Ohtake. Além de pinturas, compõem o acervo fotografias, objetos tridimensionais, gravuras, desenhos, material audiovisual e documentos.

Todo o edifício é circundado pelos jardins do paisagista Burle Marx. Logo na entrada, está a monumental escultura em bronze, intitulada Nu, de August Zamoiski. No jardim interno, mais duas estátuas decoram o ambiente: Abraço, de Alfredo Ceschiatti, e Sem Nome, de José Alves Pedrosa. Próximo à lagoa, fica a obra A Porta, de Amilcar de Castro.

O prédio onde hoje está instalado o MAP foi o primeiro projeto do arquiteto Oscar Niemeyer a ficar pronto no Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Em 1942, o então prefeito da capital mineira Juscelino Kubitschek convidou Niemeyer para desenvolver quatro edificações para a região: a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Iate Clube e o Cassino, hoje o prédio do museu. Obra representativa da arquitetura moderna, o prédio foi fechado em 1946, quando houve a proibição do jogo no Brasil. Chamado de Palácio de Cristal, por causa dos espelhos de cristal que revestem a parede do edifício, tornou-se MAP em 1957.

O local apresenta uma composição de espaços livres e cenográficos, o uso de perspectivas nas paredes espelhadas e um original jogo de curvas e rampas, segundo especialistas. Niemeyer descreve desta forma seu trabalho no Cassino: "Fiz o projeto em uma noite. Quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas".

O desenho tem concepção inspirada no trabalho do arquiteto francês Le Corbusier, que esteve no Brasil na década anterior para a construção do prédio do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, considerado o primeiro exemplar da arquitetura modernista no Brasil. O jovem Niemeyer trabalhou com ele no projeto carioca. Para o arquiteto mineiro Sylvio Podestá, entre as obras da Pampulha, o prédio do Cassino é a "obra máxima, pois não traz, como quase todas as outras, os conceitos que a datam como de época".

O MAP não possui exposição permanente. O motivo é a arquitetura do prédio. Suas paredes de vidros não permitem que obras de arte fiquem expostas nas salas. A ação do sol poderia danificar telas e esculturas. Toda exposição promovida pelo MAP requer um trabalho de mudança da estrutura das salas, como a colocação de paredes falsas para bloquear a passagem da luz externa. O museu expõe uma seleção de seu acervo uma vez por ano, de acordo com o calendário de mostras temporárias.

Fontes: Museu de Arte da Pampulha e Belotur

Museu de Arte Sacra

Museu de Arte Sacra

Foto: Alexandre C.Mota

O Museu de Arte Sacra está localizado no subsolo da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto (MG). Foi fundado em 1965, pelo pároco José Feliciano da Costa Simões. Em sua primeira fase, que durou até o ano 2000, era chamado de Museu da Prata e do Ouro e seguia uma organização de museologia arcaica, determinada pelo Vaticano, apenas para estudos e com poucas explicações sobre os objetos no tempo e no espaço.

Em 2000, o museu foi reorganizado pelo padre Simões e passou a se chamar Museu de Arte Sacra de Ouro Preto. Possui um acervo de cerca de 400 peças, produzidas entre os séculos 17 e 19 e que recontam a história da cidade. Ocupa o corredor do lado do evangelho, a sacristia e um pequeno porão embaixo da sacristia. No corredor anexo ao consistório (local onde os religiosos se reúnem), está o arquivo da matriz, considerado o mais completo de memória religiosa de Ouro Preto.

Em exposição, estão raridades como imagens santas, documentos, vestimentas de moradores da cidade e móveis. Como destaque, esculturas de Cristo em madeira, imagens do Anjo Tocheiro e os santos de roca (imagem recorrente em igrejas mineiras que apresenta apenas cabeça, mãos e pés esculpidos, presos a uma estrutura de madeira coberta pelo traje do santo). Outra peça de grande interesse e valor histórico é a imagem de Nossa Senhora das Mercês, do arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, datada do século 18. A imagem, uma das primeiras obras do artista, ficou desaparecida por décadas e foi recuperada em 1994, em um antiquário de São Paulo.

O acervo do museu está dividido em seis salas temáticas.

Sala imaginária - Contém cerca de 40 imagens sacras. A classificação e a ordenação dessas imagens obedecem ao estilo a que pertencem, à data em que foram feitas e à técnica usada pelo artista.

Sala da Sacristia - Espaço sagrado com mobiliário original do século 18 e pintura com temas marianos, relativos à iconografia de Nossa Senhora.

Sala da prataria - Esta sala contém oito vitrines temáticas: Iconografia da simbologia religiosaObjetos litúrgicosObras de AleijadinhoCulto a Nossa Senhora do PilarIrmandades religiosas (objetos do início da colonização)Quaresma e Semana SantaTriunfo Eucarístico (roupas usadas pelos padres na inauguração da paróquia)A prata em Minas Gerais (objetos do ciclo do ouro)

Sala da cripta - Expõe exéquias (honras fúnebres) de dom João 5º em Ouro Preto.

Sala de pintura - Quadros sobre a evolução religiosa, com obras de Manuel da Costa Athaíde e de outros artistas dos séculos 17, 18 e 19.

Sala do altar - Uma montagem de um altar exatamente do jeito como é usado na liturgia católica.

Fontes: Museu de Arte Sacra de Ouro Preto; Plano de Conservação, Valorização e Desenvolvimento de Ouro Preto e Mariana - Dossier de Restauração OP/113 (Fundação João Pinheiro, Iepha-MG, Iphan, PMOP e PMM, 1973-1975) e Glossário de Arquitetura e Ornamentação (Coleção Mineiriana, 1996, Fundação João Pinheiro)

Museu de Artes e Ofícios

Museu de Artes e Ofícios (MAO)

Foto: Miguel Aun

O Museu de Artes e Ofícios (MAO) é um arrojado espaço cultural inteiramente dedicado ao universo do trabalho, das artes e dos ofícios do período pré-industrial brasileiro. Ocupa os dois prédios históricos da Estação Central e Estação Oeste de Minas, parte das áreas de embarque e jardins, onde funciona a principal estação do metrô da cidade.

O Museu é considerado um dos maiores empreendimentos culturais da capital mineira nos últimos tempos. Além disso, tem realizado um papel importante na revitalização do centro histórico da cidade.

Seu acervo consiste em uma rara e valiosa coleção de cerca de 2.200 peças reunidas ao longo de décadas e doadas ao patrimônio público federal pela empreendedora cultural Angela Gutierrez, dando continuidade ao trabalho iniciado há mais de 50 anos por seu pai.

Essa coleção apresenta ao público as tecnologias de produção que deram origem a muitas profissões contemporâneas. São peças que permitem aos visitantes fazer uma empolgante viagem aos fazeres, ofícios e artes dos últimos três séculos. Podem ser vistos objetos de grande, médio e pequeno porte, confeccionados em madeira, ferro, couro, cerâmica - desde um alambique até minúsculos utensílios para confecção de jóias.

O Museu expõe todo um universo em que o trabalhador brasileiro se reconhece.  Entre as profissões estão as de barbeiro, carpinteiro, vendedor, cozinheira, tecelã, dentista, funileiro, mineiro, ourives e queijeiro.

"A força do museu está principalmente no conjunto do acervo, ao promover o encontro do trabalhador consigo mesmo, com sua história e com seu tempo", diz Angela Gutierrez. "Cada visitante dá um sentido a cada objeto, a partir de sua vivência, memórias e referências".

Entre os destaques do acervo, estão uma carpintaria inteira do século XVIII, movida a água, uma balança de pesar escravos do século XVIII, além do módulo dedicado ao couro e à mineração.

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

Foto: Divulgação

O Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, em Ouro Preto, apresenta um acervo de mais de 20 mil amostras de minerais das mais diversas naturezas e procedências. Possui algumas raridades, como amostras de topázio imperial, gemas de alto valor somente encontradas em três jazidas no mundo a única em exploração é a de Ouro Preto. A coleção de mineralogia teve a sua origem no pequeno número de exemplares trazidos em 1875 pelo fundador da Escola de Minas, o cientista francês Claude-Henri Gorceix, procedentes do Laboratório de Mineralogia e Geologia, igualmente fundado por ele no Rio de Janeiro.

Enriquecido, ano após ano, por doações de ex-alunos, professores, colecionadores, alunos e amigos da Escola de Minas, o museu cresceu consideravelmente e sua coleção é tida hoje como uma das maiores do mundo. Também podem ser vistas no local amostras mineralógicas do diamante ou dos minerais de urânio, curiosidades como o quartzito flexível (pedra mole), estalactites, belas coleções de quartzo, de ágatas, opalas e tantos outros minerais raros.

A Escola de Minas, hoje vinculada à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), é um dos centros pioneiros no ensino de geologia no Brasil. Sua inauguração se deu em 1876, tendo Gorceix como fundador. A convite do imperador d. Pedro 2º, ele foi o primeiro diretor da escola, além de professor de mineralogia, geologia, física e química. Entre os objetivos da instituição em sua origem, destacava-se a realização de pesquisas sobre as fontes de minérios da região ferro, ouro e diamante.

O acervo pertence ao Museu de Ciência e Tecnologia, dividido em sete setores: Mineralogia, Metalurgia, Desenho, História Natural, Eletrotécnica, Topografia e Astronomia. O principal é o de Mineralogia, que leva o nome do fundador da Escola de Minas, Museu Prof. Claude-Henri Gorceix. Neste local, estão depositados os restos mortais do cientista francês. Entre as riquezas do Museu de Ciência e Tecnologia, estão mais de 5.000 espécies catalogadas, no setor de história natural, e telescópios de 1718, no setor de Astronomia.

O prédio foi construído no mesmo local onde funcionou anteriormente a Casa de Fundição e Moeda de Ouro Preto. O então governador Gomes Freire de Andrade, em 1735, mandou adaptar o edifício à sua nova função, que foi chamado, a partir de então, de Palácio dos Governadores. O local serviu de moradia oficial a todos os governadores da capitania e província de Minas Gerais, até 1898. Em toda a sua história, 105 chefes de governo passaram pela residência. Esta mesma casa hospedou os dois imperadores do Brasil, d. Pedro 1º e d. Pedro 2º. A Imprensa Oficial também funcionou no edifício até 1898, um ano depois da transferência da capital do Estado para Belo Horizonte.

A construção leva a forma de fortaleza. No início, a planta era apenas um quadrado, com vigias e guaritas, terraços de artilharia e calabouços. Com as mudanças de função, foram necessárias obras de adaptação, como a casa privativa, cozinhas, capela, sacristia e jardins. Possui dois chafarizes internos, atribuídos ao arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Para o historiador Diogo de Vasconcellos, considerado no conjunto dos tempos é a casa histórica de maior valor que há em Minas, escreveu em Obras de Arte de Ouro Preto.

Fontes: Baseado no Plano de Conservação, Valorização e Desenvolvimento de Ouro Preto e Mariana - Dossier de Restauração OP/202 (Fundação João Pinheiro, Iepha-MG, Iphan, PMOP e PMM), 1973-1975, Fundação Gorceix e Escola de Minas

Museu de Mineralogia (Rainha da Sucata)

Museu de Mineralogia (Rainha da Sucata)

Foto: Alexandre C. Mota

Mais controvertido prédio em estilo pós-moderno de Belo Horizonte, o atual Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães foi construído no final dos anos 1980, na praça da Liberdade, e ainda hoje provoca polêmica. O conjunto de materiais empregados na fachada e laterais levou o prédio de colorido extravagante a ficar popularmente conhecido pelo nome de Rainha da Sucata, em alusão à telenovela de grande sucesso exibida pela Rede Globo em 1990.

Os autores do projeto foram os arquitetos Éolo Maia (1942-2002) e Sylvio de Podestá. A concepção ousada incorpora diversos tipos de materiais característicos de Minas Gerais, desde chapas de aço das indústrias metalúrgicas até pedras como o quartzito, a ardósia e a pedra-sabão. Sua área construída é de 1.460 metros quadrados, num terreno de 620 metros quadrados.

Sua fachada lembra uma colagem de chapas de alumínio, com um vão central contendo formas geométricas. Uma torre cilíndrica, em chapas amarelas, escora o edifício do lado direito, enquanto uma outra torre, retangular e marrom, compõe o lado esquerdo. Na entrada, uma escultura em forma de uma laranja fatiada dá um toque todo especial às pilastras azuis.

Segundo seus idealizadores, o prédio contém um objetivo didático e lúdico. O projeto arquitetônico deveria servir também como leitura e informação a seus usuários, em especial quanto ao emprego de materiais marcadamente regionais. O prédio acompanha a altura e o volume dos prédios históricos das secretarias de Estado na praça da Liberdade. E faz referência a eles, como, por exemplo, à cúpula da antiga secretaria da Educação, o vizinho mais próximo.

Originalmente, abrigou o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves e a Turminas. No nível térreo, há um salão com espaço para exposições e um anfiteatro com capacidade para 400 pessoas. O museu homenageia o pesquisador Djalma Guimarães, um dos principais geocientistas do Brasil. Formado na tradicional Escola de Minas de Ouro Preto, trabalhou nas áreas de mineralogia, petróleo e minerais radioativos. É responsável pela descoberta da maior jazida do mundo de nióbio, metal largamente utilizado hoje no campo da supercondutividade.

O acervo do museu é composto por cerca de 3.000 peças, amostras dos principais minerais extraídos no planeta. Na entrada do Memorial da Mineração, está o quartzo considerado um dos maiores do mundo e chamado de Patriarca. As primeiras 800 peças procederam da antiga Feira Permanente de Amostras e da coleção particular do fundador do museu, Francisco Carlos Soares Filho.

Entre as raridades, estão amostras de topázio imperial, gemas de alto valor econômico e que só são encontradas em três jazidas no mundo - a única em exploração é a de Ouro Preto (MG). A fenacita é outro destaque do acervo. Trata-se de um mineral raro e só encontrado na região de Rio Piracicaba (MG). Um topázio da região de Araçuaí (MG), com 20 kg, óxidos de manganês, cuja jazida na serra do Navio (AP) está exaurida, e diversos tipos de minério de ferro, ouro e gemas, que são a base da ocupação e história de Minas Gerais, estão também presentes no acervo do museu.

Fontes: Museu de Mineralogia, Corredor Cultural Praça da Liberdade - Inventário Qualitativo, Escritório de Arquitetura Maia Arquitetos & Associados e Belotur

Museu do Aleijadinho

Museu do Aleijadinho

Foto: Alexandre C. Mota

Instalado nos fundos da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, nas áreas da sacristia, do porão e do consistório, o Museu do Aleijadinho exibe as obras Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), como os quatro leões de Eça e a imagem de roca de são Francisco de Paula.

O acervo conta ainda com documentos sobre a vida de Aleijadinho. O museu mantém em exposição peças do barroco mineiro do século 18.

Fonte: Baseado no Plano de Conservação, Valorização e Desenvolvimento de Ouro Preto e Mariana - Dossier de Restauração OP/141 (Fundação João Pinheiro, Iepha-MG, Iphan, PMOP e PMM), 1973-1975.

Inhotim é um lugar em contínua transformação, onde a arte convive em relação única com a natureza. Situado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (MG), Inhotim ocupa uma área de 45 ha de jardins parte deles criada em colaboração com o paisagista brasileiro Roberto Burle Marx com uma extensa coleção botânica de espécies tropicais raras e um acervo artístico de relevância internacional. 

Inhotim foi apresentado pela primeira vez ao público em setembro de 2004 e, no ano seguinte, iniciou uma agenda de visitas para atender à rede escolar da região de Brumadinho e a grupos específicos. Em outubro de 2006, com estrutura completa para sua inauguração ao grande público, a instituição abriu as portas para visitas em dias regulares, sem a necessidade de agendamento prévio.  

Inhotim é uma instituição comprometida com o desenvolvimento da comunidade onde está inserida. Sua coleção botânica e acervo de arte contemporânea são utilizados sistematicamente para projetos educativos e para a formação de profissionais de áreas ligadas à arte e ao meio ambiente. Inhotim também participa ativamente da formulação de políticas para a melhoria da qualidade de vida na região, seja em parceria com o poder público ou com atuação independente.

Todas as atividades desenvolvidas no Inhotim são promovidas pelo Instituto Inhotim - uma entidade privada, sem fins lucrativos e qualificada pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado de Minas Gerais como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Arte Contemporânea

Arte Contemporânea

Arte Contemporânea. Foto: Eduardo Eckenfels

O acervo do Inhotim vem sendo formado desde meados de 1980, com foco na arte produzida internacionalmente dos anos 1960 até os nossos dias. Pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais são exibidos em galerias espalhadas pelo Parque Ambiental.

Os espaços expositivos são divididos entre onze galerias dedicadas a obras permanentes, outras quatro para obras temporárias e diversas obras de arte espalhadas pelos jardins do Inhotim. Bienalmente uma nova mostra temporária é apresentada, com o intuito de divulgar as novas aquisições e criar reinterpretações da coleção, e novos projetos individuais de artistas são inaugurados, fazendo de Inhotim um lugar em constante evolução.

As galerias permanentes foram desenvolvidas especificamente para receber obras de Tunga, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Victor Grippo, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares, Janet Cardiff & Gerorge Miller e Doug Aitcken. As galerias temporárias Lago, Fonte, Praça e Mata - têm cerca de 1 mil m² cada uma e contam todas elas com o mesmo tipo de arquitetura, com grande vãos que permitem aproveitamento versátil dos espaços para apresentação de obras de vídeo, instalação, pintura, escultura etc.

Parque Ambiental

Alameda principal do Inhotim

A área total do Parque Ambiental do Inhotim, em constante crescimento, está distribuída em seus dois principais acervos: Reserva Natural, com 600 hectares de mata nativa conservada, e o Parque Tropical, com 45 hectares de jardins de coleções botânicas e cinco lagos ornamentais que somam 3,5 hectares de área.

O parque tem como diretrizes a conservação dos remanescentes florestais pertencentes aos biomas Mata Atlântica e Cerrado; resgate, ampliação e manutenção de coleções botânicas; emprego de técnicas sustentáveis de manejo; elaboração e desenvolvimento de programas socioambientais.

Atualmente são cultivadas, no jardim do Parque AmbiJardim foto _Marco Mendesental, mais de 3.000 espécies de plantas. Entre as coleções botânicas de maior destaque, estão: cicas e sagus (Cycadaceae); nolina (Liliaceae); jerivás, butiás, tamareiras, macaúbas, babaçu (Palmae); zâmia (Zamiaceae).

Ações Educativas

Entre os programas do Educativo Inhotim, destaca-se o Laboratório Inhotim, Brumadinho. O programa promove o conhecimento da arte por jovens da rede escolar de Brumadinho e cidades vizinhas e fomenta a interação dos participantes com a produção artística contemporânea presente no museu, assim como com as diferentes manifestações da cultura local.

Através da ação educativa existente no museu, cerca de 1000 alunos das redes particular e pública de ensino de Brumadinho e da Grande Belo Horizonte visitam Inhotim toda semana. Os programas educativos promovem uma série de ações para aproximar a sociedade dos valores da arte, do meio ambiente, da cidadania e da diversidade cultural, atuando em duas frentes - Arte Educação e Educação Ambiental.

O Inhotim também oferece ao visitante um programa de visita em horários e locais preestabelecidos. A visita temática consiste em proporcionar um encontro entre o educador e o visitante para discussão sobre artistas e obras de arte do acervo. A visita temática propõe um recorte conceitual das obras em exposição, e pode ter como pontos de partida uma galeria, um artista, ou um roteiro específico dentro do parque. Com duração média de 1h acontece de quinta-feira a domingo nos seguintes 10h30, 13h30 e 15h.

A visita panorâmica consiste em proporcionar uma visão geral sobre a dinâmica do museu. Ao percorrer uma área do parque, a visita dá ênfase ao projeto paisagístico e às obras dispostas nos jardins de Inhotim. Com duração média de 1h30, a visita panorâmica acontece aos sábados, domingos e feriados às 11h e 14h. O ponto de partida é a recepção de Inhotim.

Ações sociais 

Inhotim acredita que seu papel na comunidade extrapola a esfera de agente cultural e que é necessário criar e potencializar estratégias de desenvolvimento local, preservação do patrimônio e do meio ambiente, geração de renda, turismo, educação, esporte, saúde e infra-estrutura de Brumadinho.

Por meio da Diretoria de Cidadania, Inclusão e Ação Social, a instituição participa ativamente da formulação de projetos para a melhoria da qualidade de vida na região. Em 2008, o Inhotim, em parceria com mais de 30 representantes culturais, bandas, grupos musicais, músicos independentes, associações e estabelecimentos culturais de Brumadinho, criou o projeto Brumadinho: uma cidade musical. O programa promove a potencialização das ações que envolvem a música e as manifestações culturais da cidade. Um bom exemplo é o Coral Inhotim Encanto e a Iniciação Musical desenvolvidos com as quatro bandas existentes no município.

Os Corais Inhotim Encanto Infantil, Juvenil e Adulto reúnem 100 pessoas, moradoras do município de Brumadinho, e é uma parceria entre o Inhotim, Fundação Madrigal Renascentista, Prefeitura de Brumadinho e a Corporação Musical Banda São Sebastião.

Gastronomia 

Em Inhotim, os visitantes contam com várias opções de alimentação, que vão de lanches rápidos a pratos mais elaborados.

O Restaurante Inhotim possui um ambiente agradável e integrado aos jardins e ao acervo de arte contemporânea da instituição. O cardápio é formado por um excelente e variado bufê de saladas, pratos à lá carte, extensa carta de vinhos, além de uma mesa de sobremesas com doces diversos.

Idealizado pelo designer Paulo Henrique Bicalho, o Ganso, o bar do Inhotim é um espaço agradável para tomar um drink com os amigos e apreciar a deliciosa culinária internacional. No cardápio, pratos à lá carte, drinks, petiscos e lanches mais leves.

O Bar é uma verdadeira galeria de arte com peças assinadas por renomados designers brasileiros, iluminação especial e ambientação que remete aos anos 50 e 70.

As lanchonetes do Inhotim estão localizadas na Galeria Fonte, Galeria True Rouge, Galeria Janet Cardiff & George Bures Miller e próxima à Galeria Rivane Neuenschwander. No menu, sanduíches, salgados, cachorro quente, pão de queijo, suco, refrigerante, etc.

Localizada no Centro Educativo Burle Marx, a cafeteria é o ambiente ideal para saborear um delicioso café da manhã, servido sempre aos finais de semana. Os coquetéis de café são especialidades da casa, que também possui diversas opções de bebidas quentes e geladas, sanduíches, salgados e doces.

Foto do jardim

Informações Gerais

Horário de visitação 

Quintas e sextas-feiras, das 9h30 às 16h30

Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30

Localização 

Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 sentido BHSP.  Pode-se chegar ao Inhotim também pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 - sentido BH-Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé.

Informações

www.inhotim.org.br

info@inhotim.org.br